Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2019
Terrorista Cezare Battisti é preso na Bolívia e deve ser extraditado à Itália onde terá prisão perpétua
Cezare Battisti foi preso em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. O terrorista foi condenado na Itália à prisão perpétua
13/01/2019 | 21:20
Postado por: Destaque Catarina
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Foi preso no início da noite de sábado (12), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, o terrorista italiano Cezare Battisti, que durante a década de 70 em pleno período dos anos de "chumbo", marcado por inúmeros atentados terroristas de organizações tanto da esquerda quanto de direita na Itália, integrava naquela época o Grupo do Proletariado Armados pelo Comunismo. Cezare Battisti estava sendo procurado por autoridades de inteligência internacional desde dezembro passado quando foi decretada novamente sua prisão no Brasil.. Cezare Battisti, havia chegado no Brasil fugido da Itália em 2004 e onde ficou preso por três anos na penitenciária de Papuda, em Brasília (DF). Logo em seguida, a Itália pediu a extradição de Cezare Battisti, mas o governo de Luís Inácio Lula da Silva (PT), negou sua extradição.

 

Em 27 de maio de 2018, medidas cautelares do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cassadas e desta forma livrando Cezare Battisti do monitoramento pela Justiça brasileira. Cezare Battisti, em 2017, quando caminhava pelas ruas centrais em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, foi preso portando 6 mil dólares e três mil euros e estava fugindo do Brasil para a Bolívia em um táxi com placas da Bolívia. Agora, preso novamente e desta vez em Santa Cruz de La Sierra, Cezare Battisti utilizava barba e bigode como disfarce na tentativa de manter sua identidade não facilitada de reconhecimento, mas após algumas semanas sendo investigado, acabou sendo confirmada sua identidade e preso, não havendo nenhuma resistência a esta nova prisão. Cezare Battisti, deverá ser extraditado para a Itália ou retornar ao Brasil para aí sim, seguir à decisão do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que já havia antecipado durante sua campanha eleitoral de que no caso de Cezare Battisti, deveria ser extraditado, caso Bolsonaro chegasse ao poder.

 

Itália e terror da década de 70 na sangrenta e violenta onda de atentados da máfia

A Itália sofrera na década de 70 uma violenta onda de atos terroristas praticados por grupos tanto de esquerda quanto da direita. Grupos mafiosos na chamada "década de ouro " da Máfia - os anos setenta - em que muitos chefes mafiosos decidiram a solução de forma amigável suas divergências. Mas, a polícia estava especialmente dedicada no combate às chamadas Brigadas Vermelhas e também aos demais grupos terroristas e que neste caso, havia a participação do terrorista Cezare Battisti. este grupo de esquerda, que cometiam atos terroristas, atacavam desde políticos e até chegaram a sequestrar o Primeiro-Ministro Aldo Moro, terminando por assassiná-lo.

 

Um amplo trabalho naquela época foi realizado por procuradores da república e magistrados italianos cumprindo a função de juízes de instrução em processos diversos criminais. Isto é: acompanhavam os processos do início ao fim, acompanhados do apoio de agentes policiais que tentavam obter provas para condenar os mafiosos, porém, os resultados quase sempre em sua maioria era praticamente nulos. Diante disto, a organização foi expandindo-se rapidamente na Itália e fora dela, em alguns países outros da Europa. Imensos capitais foram sendo acumulados na época, seja em negócios aparentemente legítimos, como as empreiteiras e obras públicas, como também nos ilegítimos - semelhantes ao que ocorre no Brasil com exemplos de casos como do Mensalão, Zelotes; Lava Jato e tantas outras séries de casos de corrupção que retiraram de forma ilícita centenas de bilhões dos cofres públicos brasileiros. O tráfico de drogas também na Itália fazia parte do esquema criminoso e na época limitado mais à heroína do Oriente e ao haxixe da África do Norte. A presença de Cezare Battisti na Bolívia e no Brasil exemplifica um pouco destas possíveis ligações com a rede criminosa do tráfico internacional. O Brasil é o país tido como principal corredor do tráfico de drogas para a Europa, Ásia.

 

O Brasil tornou-se refúgio a partir de 1970, para muitas famílias de italianos que procuravam fugir daquela situação caótica vivida pela Itália. Mas juntamente nesta época também vieram para o Brasil mafiosos como Tommaso Buscetta, que em 24 de outubro de 1984 foi preso em São Paulo (SP). Tommaso Bucetta, o "Dom Masino ", como era chamado, arrependido dos crimes praticados, optara por quebrar a lei do silêncio, a omertá mafiosa e decidiu assim falar à Justiça tudo o que sabia referente as ações criminosas que devastou a Máfia italiana através de seus depoimentos à Corte Italiana. As revelações de alguns dos principais membros da Máfia italiana, no interior por exemplo da Cosa Nostra, o que desde revelado em 1973, somente foi útil em 1984, pois considerava-se que algumas das declarações à Corte da Itália não eram tão fidedignas.

 

A Máfia e a política na Itália na década de 70, parece algo semelhante ao praticado no Brasil até bem poucos anos atrás, quando implodiu a série de investigações contra a corrupção. Os mafiosos possuem imenso desprezo por políticos, incluindo aos que ajudaram a eleger, pois acham que fazem parte de um estado próprio. É o caso no Brasil, onde o Estado quo serve para servir aos mafiosos e não à sociedade como um todo. E isto já foi mais que comprovado diante da roubalheira do dinheiro público brasileiro para atender interesses escusos de grupos e organizações mafiosas no Brasil. Quanto mais o marasmo é imenso, maior, mais facilita as ações da máfia.

 

E como ocorreu na Itália, na década de 70, no Brasil a Máfia viu que é importante ter homens de honra na política, pessoas a quem não é necessário dizer absolutamente nada, pois já sabem tudo como agir. E no Brasil, agora assim como ocorreu na Itália, viu-se a Justiça dar importância ao combate das finanças destas organizações criminosas, ter acesso às suas finanças e o Coaf tem este importante papel e já deu início para identificar o rastreamento de depósitos e pagamentos, clientes e financiadores. Na Itália, acabou naquela época o segredo bancário. O Brasil, segue agora este modelo de transparência pública. E a prisão de Cezare Battisti, foi um importante registro de combate aos que praticam ações criminosas e que no Brasil não encontrou refúgio suficiente para abrandar sua liberdade mesmo tendo apoio como do ex-presidente do país Luís Inácio lula da Silva (PT), e até de outros simpatizantes destes grupos terroristas existentes na América Latina.

 

Por: J. Godoy

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