Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019
Amazônia agoniza e colapso é crítico quase irreversível
Amazônia agoniza e implora sobrevivência : Garimpagem, desmatamentos; explorações minerais; usinas; agricultura e pastagens em escala industrial colocam Amazônia na UTI
03/08/2019 | 17:32
Postado por: Destaque Catarina
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A Bacia Amazônica agoniza, mas o Brasil poder salvá-la ou destruí-la por completo. O desmonte que o governo brasileiro sob comando de Jair Bolsonaro (PSL), iniciou na região da Bacia Amazônica pode colocar esta região ao ponto irreversível. Os desmatamentos aumentam de forma avassaladora na região Amazônica e cresceu somente em junho passado 88%.

 

A maravilha natural da América do Sul - A Amazônia, está perigosamente próxima do ponto crítico devido ao avanço da destruição de suas florestas. Os desmatamentos seguem a exemplo de períodos de governos anteriores ao de Jair Bolsonaro (PSL), em que a exploração na região Amazônica vem sendo maior intensificada neste atual governo federal.

 

O colapso ecológico crítico direciona ao precipício prejudicial à vida e à natureza e vem comprometendo de forma surpreendentemente o conjunto de bacias hidrográficas da região e compromete diretamente nas questões de mudanças climáticas do planeta. O desmatamento representa 8% das emissões globais de gases de efeito estufa e atrai apenas 3% de ajuda destinada ao combate da mudança climática. Desde o início da década de 70 a floresta Amazônica sofreu derrubadas de mata em escala industrial em que abrangeu mais de 20% de extinção original da floresta - equivalente ao país da França.

 

Foram estradas; mineração; construções de barragens; exploração madeireira; plantações de soja e da criação de gado. A bacia Amazônica é a única que recicla a maior parte da própria água. O limite de tolerância de vida da Amazônia está mais próxima do que muito se imagina. O Planeta precisa de cerca de 1,2 trilhão de novas árvores para conter o aquecimento global, segundo estudos. O desmatamento na Amazônica cresce de forma avassaladora a cada dia. As queimadas registradas diariamente na região Amazônica demonstram claramente o quanto o desafio para reverter esta realidade será um dos maiores desafios do país e cabe aos governos e às instituições de meio ambiente e de toda a população brasileira atuarem em conjunto na defesa deste que é o maior patrimônio florestal do mundo.

 

Amazônia - Situação cada dia mais crítica

A situação é crítica na região Amazônica e pode ser descrita com vários fatos desta realidade prejudicial à natureza daquela região. Secas nunca antes registradas na região da Floresta Amazônica, começam intensificar-se ao ponto da região no estado do Mato Grosso, por exemplo, durante o ano passado apresentar prejuízos consideráveis na produção de milho - houve uma quebra de produção na ordem de 62% - a maior já registrada naquela região. Erosões se espalham por várias áreas da região Amazônica.

 

O programa REM ( Redd for Early Movers ), em parceira entre o governo do Mata Grosso e da Alemanha e do Reino Unido; assinado em convênio recentemente; visa a redução das emissões de desmatamento e degradação florestal para pioneiros); numa inédita operação conjunta internacional que visa investimentos na ordem de R$ 178 milhões de reais em estruturas para a redução dos desmatamento no estado do Mato Grosso. Este acordo foi assinado após realização de conferências na China realizadas pela ONU- Organizações das Nações Unidas e após tanto na França (2015) quanto na Alemanha em 2017.

 

Guinada na política ambiental de Bolsonaro (PSL), pode provocar caos definitivo ambiental no país

Uma guinada brusca nas políticas não somente indigenistas, mas ampla no âmbito ambiental geral do governo Jair Bolsonaro (PSL); poderá comprometer definitivamente quaisquer perspectivas futuras a curto e médio prazos de reversão da situação caótica com que existe atualmente na região Amazônica. Dados do INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais desde muitos anos servindo de referência nacional e internacional em apoio ao controle e fiscalização por parte de gestões governamentais federal do país; agora sofre também uma espécie de críticas quanto aos dados e levantamentos das condições e realidades da região Amazônica.

 

Seria o mesmo com que se praticasse a derrubada de árvores querer se contrapor à uma realidade que já é conhecida mundialmente desde décadas os avanços galopantes de desmatamentos e grilagem de terras na região Amazônica. Comunidades de diversas etnias indígenas que vivem na região Amazônica estão cada vez mais preocupados diante de manifestações por parte do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), quanto ao incentivo de querer adotar políticas de explorações em terras indígenas. O próprio Bolsonaro (PSL), nesta semana disse publicamente que cometera um equívoco quando manifestou-se em relação às demarcações de áreas indígenas ligadas à agricultura.

 

Ou seja, ligadas ao agronegócio que avança substancialmente em áreas na região Amazônica. Indígenas que vivem no Parque Indígena do Xingu ali vivem indígenas de 16 etnias com população de cerca de 6.000 indígenas ), segundo um de seus líderes, afirmara no início deste ano de que não conseguia sequer dormir, somente ao imaginar que um período " sombrio ", segundo ele; estaria por surgir diante do governo Bolsonaro (PSL); caso propostas de governo fossem ampliadas e implementadas.

 

Florestas e povos indígenas sofrem diante da devastação da Amazônia

O exemplo típico de desrespeito aos povos indígenas foi a ausência de escutá-los quando da instalação da Usina de Belo Monte no Xingu. Os povos indígenas atingidos pela construção da Usina Belo Monte - obra recheada de corrupção , alvo de críticas devido à série de irregularidades já apontadas em várias investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; mostra o quanto o desrespeito com a comunidades indígenas e desrespeito com a natureza sobrepõe aos interesses de quadrilhas e de mafiosos neste país.

 

Um dos indígenas e um dos líderes indígenas que vivem nesta região do Xingu destacara já no início de 2019 o que poderia surgir diante do real perigo ao incentivo e à discriminação, além da violência que poderia propagar-se na região Amazônica - e que acabou configurando-se em junho passado quando registrou -se a morte de um dos líderes indígenas, o índio da tribo Waiãpi, aldeia da região Oeste do Pará, encontrado morto e que as investigações continuam para descobrir a autoria deste crime. Havia suspeitas de que um grupo de pessoas fortemente armadas teriam invadido áreas indígenas daquela região e provocado brutalmente a morte do indígena Emyra Waiãpi de 68 anos.

 

Os relatos dos indígenas apontam que ele foi esfaqueado, teve os olhos perfurados e o órgão genital decepado. A esposa de Emyra Waiãpi, encontrou o corpo do chefe indígena no dia 23 de junho, caído em um rio próximo da aldeia da etnia, povoado localizado no interior do Amapá.

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