Sábado, 04 de Julho de 2020
Operação Oxigênio - Falta prisão dos responsáveis pelo crime hediondo ligado a respiradores que o governo Moisés (PSL), pagou R$ 33 milhões. Só a Veigamed lucrou R$ 16,5 milhões
Operação Oxigênio - Falta prisão do responsáveis pelo crime hediondo dos respiradores que o Governo Moisés (PSL), pagou R$ 33 milhões. Só Veigamed lucrou R$ 16,5 milhões
13/05/2020 | 19:01
Postado por: Destaque Catarina
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Caberá ao Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJSC), seguir os mesmos passos rapidamente como adotou o Tribunal o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro através da Operação Mercadores do Caos - em que levou à prisão preventiva na manhã de quarta-feira (13), o dono da empresa ARC Fontoura, Maurício Monteiro da Fontoura que vendeu 400 respiradores ao governo do Rio de Janeiro, mas que entregou apenas 52 destes aparelhos e cujos respiradores não são indicados para o tratamento da Covid-19. Caso semelhante ao de Santa Catarina onde o governo do Estado através da Secretaria de Estado de Saúde (SES), pagou antecipado e de forma ilícita sem realizar ato licitatório R$ 33 milhões à empresa Veigamed, de Nilópolis RJ), por 200 destes respiradores mecânicos, mas que não recebera estes aparelhos. Havia expectativa de que 50 destes equipamentos pudessem chegar a Santa Catarina na noite de quarta-feira (13) e ou madrugada de quinta-feira (14). Uma força-tarefa foi criada na semana passada pelo Ministério Público Estadual; Ministério Público de Contas do Estado de Santa Catarina; Departamento de Investigações Criminais (DEIC); Polícia Civil; Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina e instalada na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - Alesc, duas CPIs- Comissões Parlamentares de Inquéritos a fim de apurar as irregularidades já apontadas no início destas investigações por parte do MPSC e da DEIC.

 

Esquema da Veigamed com o Governo de SC provoca até pedido de Impeachment de Moisés (PSL)

O desmoronamento de uma organização criminosa visando obtenção de recursos financeiros milionários de forma ilícita como ao que apurou a Operação Oxigênio em Santa Catarina, resulta desde a saída de dois secretários: Saúde e o da Casa Civil e agora tem até dois pedidos de Impeachment contra o governador de Santa Catarina Carlos Moisés (PSL), em que a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina já deu início aos procedimentos internos de tramitação deste pedido de Impeachment. As investigações estão bem avançadas, inclusive apontando que a Veigamed lucrou , segundo o Coaf, R$ 16,5 milhões nesta comercialização de ventiladores mecânicos ao governo de SC ( e que ainda não chegaram ao estado ). E mesmo que chegue estes aparelhos ao Governo de SC, se faz necessário averiguar se de fato são os mesmos do que foi solicitado pelo Governo de Santa Catarina através da Secretaria de Estado da Saúde e ou são de outro modelo ( como de um caso semelhante ocorrido dias atrás em Mato Grosso onde ocorreu a entrega de falsos aparelhos não compatíveis ao do pedido oficial e entregues em caixas contendo informações como se fossem ao do original ).

 

Dois secretários de estado deixaram suas pastas: Helton de Souza Zeferino ( Saúde ) e Douglas Borba (Casa Civil ). O governo de Santa Catarina eleito por exercitar mudanças administrativas e de combate à corrupção, em pouco mais de um ano; acabou sofrendo dos mesmos males praticados em governos corruptos e mafiosos anteriores diante desvios bilionários dos cofres públicos ao longo destes pelo menos 20 anos em Santa Catarina. Casos que vão desde obras de revitalização da Ponte Hercílio Luz até desvios em várias pastas como da Administração estadual; Saúde, dentre outras que tiveram registros investigatórios. A Operação Oxigênio em SC, descobriu uma complexa e bem estruturada organização criminosa envolvendo diversas pessoas e também várias empresas e que estão respondendo à Justiça.

 

PF faz buscas e apreensões em vários estados do país - tudo ligado a golpes dos respiradores


A Polícia Federal (PF), está também investigando ramificações de várias quadrilhas espalhadas pelo Brasil e que estão adotando práticas criminosas de ofertas de respiradores mecânicos ( ventiladores pulmonares ) à governos de diversos estados e municípios. Em Santa Catarina, houve quebra de sigilo e muitos fatos vieram à tona diante destas investigações e que certamente levarão à prisão responsáveis pelas práticas ilícitas que vão desde formação de organização criminosa; superfaturamento; desvios de recursos públicos administrativos; lavagem de dinheiro; ausência de licitação dentre outros crimes relacionados a esta aquisição milionária de ventiladores pulmonares pelo governo catarinense.



No Rio de Janeiro, caso semelhante ao de Santa Catarina e de outros estados do país

No Rio de Janeiro, foi deflagrada na manhã de quarta-feira (13), a Operação " Mercadores do Caos ". Mafiosos, corruptos, ladrões do dinheiro público não deixam de arrancar, desviar, roubar recursos públicos nem na fase mais cruel diante desta pandemia da Covid-19, quando milhares de pessoas estão a beira da morte esperando por um leito de UTI em hospitais em todo o Brasil e também pela falta de respiradores ( ventiladores ) pulmonares, capazes de ajudar a salvar vidas. crime hediondo, este seria a tipificação para que mafiosos e corruptos pudessem responder criminalmente à Justiça. Numa ação conjunta no Rio de Janeiro, o Ministério Público Estadual com a Delegacia de Polícia Civil ( Delfaz ), cumpriram vários mandatos de prisão e de busca e apreensão. O dono da companhia ARC Fontoura, Maurício Monteiro Fontoura, foi um dos presos pela Polícia à pedido do MPRJ. Ele é acusado de integrar uma organização criminosa estruturada para receber vantagens em contratos emergenciais, com dispensa de licitação para aquisição de ventiladores pulmonares necessários para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus ( Covid-19 ) nos hospitais do Rio de Janeiro. O Tribunal de Contas do estado do Rio de Janeiro (TCERJ), detectou irregularidades na compra feita pelo governo do Rio junto a empresa ARC Fontoura. Outras duas empresas: A2A Comércio e Serviços e representações e a MHS Produtos e Serviços também foram autuadas nesta operação "Mercadores do Caos ".

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