Quinta-feira, 21 de Junho de 2018
Biomassa e Energia Renovável
BIOMASSA E BIOENERGIA PROPORCIONAM BENEFÍCIOS PARA DIMINUIR AS EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA
10/11/2012 | 0:49
Postado por: Destaque Catarina
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Nos últimos anos têm-se intensificado os estudos e as discussões a respeito de um fenômeno ambiental que afeta o planeta com graves implicações para a economia e vida em sociedade  A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, aprovada em 1992, denomina esse fenômeno de “Mudanças Climáticas Globais”  Conseqüências mais preocupantes das mudanças climáticas: O aquecimento global;  A maior freqüência e intensidade de eventos climáticos extremos; Alterações nos regimes de chuvas; Perturbações nas correntes marinhas; Retração de geleiras e a elevação do nível dos oceanos.  À luz do conhecimento atual, face às perspectivas de esgotamento das fontes energéticas não-renováveis, ressalta-se a necessidade de se repensar o processo de desenvolvimento econômico de forma a não comprometer o atendimento à demanda das gerações futuras.

As vantagens da energia renovável foram bem definidas na Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável no Rio de Janeiro. No documento, foi explicado que as novas fontes renováveis de energia – como biomassa oferecem inúmeros benefícios: Aumentam a diversidade e a complementaridade da oferta de energia;  Reduzem as emissões atmosféricas de poluentes;  Asseguram a sustentabilidade da geração de energia a longo prazo; Criam novas oportunidades de empregos nas regiões rurais e urbanas, oferecendo oportunidades para fabricação local de tecnologia de energia; Fortalecem a garantia e segurança de fornecimento porque não requerem importação, diferentemente do setor dependente de combustíveis fósseis. Além de solucionar grandes problemas ambientais, como o efeito estufa, as fontes renováveis ajudam a combater a pobreza.

 No Brasil, as fontes renováveis de energia representam 43,8% da matriz energética, enquanto no mundo essa taxa é de 14% e nos países desenvolvidos é de 6%. Desses 43,8% de energia renovável, 14,6% correspondem à energia hidráulica e 29,2% à energia de biomassa, sendo que aproximadamente 12,9% são de origem florestal (lenha e carvão vegetal). A biomassa florestal representa, portanto, a terceira fonte de energia da matriz nacional.

Biomassa tem sido reconhecida como um contribuinte significativo para minimizar os efeitos das mudanças climáticas.  Os sistemas de produção de biomassa e bioenergia tem um impacto positivo sobre os estoques de carbono na terra. Biomassa contribui para a mitigação das mudanças climáticas e a bioenergia tem um ciclo de carbono fechado ao contrário dos combustíveis fósseis. As emissões de carbono em processo de biomassa e bioenergia são parte de um ciclo fechado, com trocas compensadoras do carbono terrestre e atmosférico.  Quando uma floresta cresce, o carbono atmosférico diminui, e vice-versa, sem qualquer alteração líquida de carbono no ciclo. Com os combustíveis fósseis a situação é radicalmente diferente. Quando combustíveis fósseis são extraídos e queimados,  o carbono que se encontra armazenado na crosta terrestre é subitamente liberado para a atmosfera. Este ciclo aumenta a quantidade de carbono, aumentando a temperatura global. Preferindo o uso dos combustíveis fósseis do que a biomassa é contraproducente para as ambições da sociedade em mitigar as mudanças climáticas.

Biomassa melhora a gestão florestal, resultando em um crédito de carbono. A demanda mundial para o consumo de madeira gera grandes investimentos na gestão florestal. O estoque de floresta no Brasil é cada vez maior. As florestas plantadas no Brasil são as mais produtivas e sustentáveis do mundo e absorvem mais de 60 milhões de toneladas de CO2 por ano e emite 20 milhões de toneladas de CO2.  Plantações podem ser cultivadas especificamente para a produção de combustíveis e a compostagem de material vegetal também pode ser usada para produzir gás metano, que, por sua vez, pode ser utilizado como combustível. Resíduos florestais e agrícolas também podem ser usados para produzir eletricidade e aquecer, sem causar o aumento dos níveis de CO2.

Nos últimos 20 anos, o estoque de carbono europeu aumentou 26% (FAO), devido a um aumento da área florestal no Brasil (inclusive com a floresta plantada para fins energéticos). As estatísticas vem em demonstrar de forma constante que os ativos florestais no Brasil encontram-se em franco crescimento,  embora o uso da bioenergia tem vindo a aumentar na mesma incidência. A situação é do Sudeste dos Estados Unidos (aumentou de CO2eq Mt 701 em 1990-922 Mt em 2010, ou 31,5% em 20 anos, EPA).  Isto significa um aumento significativo no estoque de carbono.  Sem a demanda de madeira poderia em diminuir a renda para os proprietários florestais e a elevação da taxa de desemprego e um aumento nos risco de incêndios florestais. Biomassa depende de manejo florestal sustentável e não significa que a exploração dos resíduos florestais possam prejudicar o ciclo de formação da floresta. A Biomassa que utilizamos no Brasil para fins de energia ou para a produção de pellets e briquetes é produzida a partir de resíduos com pequeno uso comercial, como de extração e desbaste florestal,  os resíduos industriais e do passivo ambiental. Uma vez que podem ser desperdiçado, a biomassa é utilizada para a geração de energia limpa e renovável para a substituição dos combustíveis fósseis proporcionando ainda uma série de benefícios para as comunidades rurais.

O Brasil precisa aproveitar o potencial energético dos resíduos agrícolas e florestais (provenientes das atividades de cultivo – manutenção, tratos culturais e colheita), resíduos industriais (resultantes do processamento da matéria prima – serrarias, produção de cana-de-açúcar, produção de celulose e papel, etc.), plantios energéticos e florestas nativas. Dentro desse contexto, o uso da biomassa como insumo para a geração de energia elétrica reveste-se de notável importância na busca de alternativas energéticas, tendo em vista que se trata de uma fonte renovável e descentralizada, que promove a geração de empregos no campo e renda adicional. A utilização da biomassa como insumo energético é uma tendência mundial. A motivação para esta nova tendência é a necessidade de redução na utilização de derivados de fontes fósseis, como forma de se tornar independente dos países exportadores, bem como reduzir as emissões de gases nocivos à atmosfera.  Ciente dos avanços tecnológicos conquistados tanto na área da geração de eletricidade, a partir de biomassa, quanto na silvicultura brasileira (aumento de produtividade, melhoramento genético, redução de custos) é possível vislumbrar um cenário favorável ao desenvolvimento de plantações energéticas (florestas energéticas) como fonte de matéria-prima para geração elétrica.

Quantitativo de Biomassa Florestal em fase de extração e resíduo de colheita florestal. Nos dados do IPEA, SAE e ABIB temos a geração de resíduos no extrativismo (FR 65%) e na silvicultura (FR 15%) em total em m3/ano na silvicultura (18.442.217,88) e extrativismo (16.353.680,56) em total de resíduos gerados de 34.795.898,44.

Quantitativo de Resíduo gerado do Processamento Mecânico da Madeira. Nos dados do IPEA, SAE e ABIB temos a geração de resíduos no processamento mecânico da madeira com um fator residual de 45% em total em m3/ano na silvicultura (48.110.133,60) e extrativismo (2.668.432,73) em total de resíduos gerados de 50.778.566,33.

Na geração de resíduo da cadeia florestal – colheita e processamento mecânico temos na silvicultura (66.552.351,48) e extrativismo (19.022.113,28) em total de resíduos gerados de 85.574.464,76.  Nos dados do IPEA, SAE e ABIB temos a geração de resíduos no processo de papel e celulose no Brasil em total de 10.916.640.  Não estamos computando o uso da lenha na silvicultura (41.410.850) e extrativismo (41.565.728) m3

RESÍDUOS GERADOS 96.491.104,76  = +-7.915 MW/ANO ENERGIA

O caminho a seguir - o uso sustentável de biomassa na forma dos resíduos florestais, da ampliação das culturas das florestas plantadas para uma geração de novos produtos, empregos e benefícios econômicos. Nossa sociedade depende das florestas e dos produtos que geram e, claro, os empregos e benefícios econômicos e sociais que derivam. Nossa responsabilidade é para garantir que a biomassa florestal seja produzida de forma sustentável.

A Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa e Energia Renovável em apoio à iniciativa da European Biomass Association pois acreditam que é essencial assegurar que as florestas devem ser geridas de forma sustentável para obedecer aos requisitos da biodiversidade e manter o estoque de carbono.  Gestão florestal sustentável envolve práticas silviculturais que melhoram o crescimento da floresta e vem em prevenir incêndios . Tais práticas podem manter ou melhorar o estoque global de  carbono.  Biomassa sustentável pode e deve fazer uma contribuição significativa para alcançar o objetivo mundial da mitigação das mudanças climáticas. Escolhendo os combustíveis fósseis sobre biomassa teremos comprovadamente os danos irreversíveis ao nosso clima.

Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa e Energia Renovável  Presidente Celso Oliveira

AEBIOM is open for constructive debate with all stakeholders on how biomass sustainability is best managed in a credible and efficient manner. For further information, contact us: Jean-Marc Jossart or Edita Vagonyte, AEBIOM - European Biomass Association

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