Terça-Feira, 21 de Agosto de 2018
Angústia do PSD;PMDB e PP em SC
20/05/2014 | 23:09
Postado por: Destaque Catarina
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Ambos os partidos tanto governistas (PSD e PMDB) quanto aos anteriores na gestão do governo de Santa Catarina (PMDB; PSDB e PFL)- a chamada Tríplice Aliança no Governo do atual senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), sentem hoje grandes dificuldades para traçar uma nova aliança para disputar as eleições de outubro deste ano. 

 

O PFL gerou o DEM e boa parte de lideranças do DEM e  do PFL migraram para o PSD do atual governador Raimundo Colombo. Assim como o Partido Progressista- PP do casal Amin; as outras siglas partidárias governistas sabem muito bem que deixaram um rastro de dívidas e de  insoluveis problemas para a grande maioria da população catarinense.

 

Ou seja, graves problemas na Saúde; Segurança Pública; Educação dentre outros como a série de denúncias de irregularidades e desvios de recursos públicos e que estão até hoje tramitando nas esferas judiciais das mais diversas instâncias do Judiciário brasileiro.

 

Agora, entretanto,  na eminência de um eventual tsunami de votos contrários nas urnas em outubro deste ano, cuja oportunidade boa parte do eleitorado poderá promover uma espécie de meia -faxina, já que uma ampla faxina nas urnas ainda é impossível diante a viciada a corroída legislação eleitoral do país; a qual facilita a manutenção de cargos eletivos. A exceção é da lei da ficha limpa que deu um pequeno passo à transformação tão necessária para que o Brasil avance em termos de boas escolhas representativas de cargos  eletivos.  

 

Ao querer promover uma aliança envolvendo o PSD, o PMDB e o PP, o governador Colombo (PSD), demonstra claramente que existe uma espécie de desespero na tentativa de aglutinar toda uma gama de governistas e ex- governistas do estado de Santa Catarina e desta forma vencer uma eleição à qualquer custo. Isto é: adiar para mais tempo possível a revelação de uma verdadeira face oculta do grave problema que o estado de Santa Catarina convive.

 

São dívidas bilionárias das Letras do Tesouro; Invesc; dívidas com o Governo Federal; dívidas bilionárias de longos empréstimos e a série de responsabilidade jurídica diante os escândalos de desvios de dinheiro público ocorridos ao longo das últimas gestões de governo estadual catarinense. Sendo derrotados nas urnas por algum outro adversário político; haverá uma possibilidade mais ampla de revelações profundas dos graves problemas internos de gestão governamental do Estado de Santa Catarina.

 

Problemas estes hoje que tanto o Tribunal de Contas do Estado- TCE; A Assembleia Legislativa- Alesc e o Ministério Público- MP, sequer dão maior importância, face à boa vizinhança existente entre os três poderes constituídos.



São tantos problemas gravíssimos administrativos  dentro da gestão estadual catarinense que se fossem aprofundar com maiores responsabilidades e clareza, ética e isenção; a sociedade catarinense teria claramente uma plena noção de como verdadeiramente está a situação seja ela financeira ou administrativa do estado.

 

Ao negar a instalação de uma CPI para apurar denúncias de irregularidades nos serviços de abastecimento de água à população catarinense é algo gravíssimo. Ocorre que há uma série de problemas nesta área em todo o estado. 

 

Também não haver até hoje esclarecimentos públicos de como ficou ou está a questão dos desvios de mais de R$ 50 milhões na Celesc é algo também gravíssimo. A série de desvios na área da Saúde e que levou até pessoas à prisão, mas até hoje sequer foi esclarecido à sociedade é da "casa Rosa" por parte do Ministério Público/SC que pagou mais de R$ 123 milhões pelo imóvel e que está na eminência de investigações por parte de uma CPI na Assembleia Legislativa- Alesc.

 

Portanto, a tentativa de unir PSD;PMDB e PP é reforçar a tese de buscar ganhar as eleições e desta forma protelar ainda mais a solução dos graves problemas do Governo de Santa Catarina e por consequência, problemas que afetam toda a população de Santa Catarina. Mas, convenhamos, algo é preciso dizer: não será uma outra alternância de governo que vai proporcionar plena mudança devido aos vínculos de apoios de base próximos ao Governo Federal. É necessário muito mais, ou seja, o povo cobrar mais fortemente a solução dos problemas e ocorrer no país, reformas profundas (Judiciário; Tributária e Fiscal e Eleitoral).

 

Agnaldo Godoy - Jornalista

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