Segunda-Feira, 11 de Dezembro de 2017
Encontros na surdina não são atitudes republicanas para um presidente da República
Por Agnaldo Godoy
12/08/2017 | 21:54
Postado por: Destaque Catarina
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A política tradicional no Brasil há muito vem praticando os mais vergonhosos atos que vão desde organizações criminosas; formação de quadrilhas; ladrões de bilhões dos cofres públicos- tudo dinheiro arrecadado pelos milhões de contribuintes que a dura penas com suor e muitos sacrifícios pagam aos governos (municipais; estaduais e federal), elevados impostos; taxas e dezenas de tributos fiscais.

 

Além disto; outras práticas inaceitáveis por quem são representantes eleitos pelo voto e como já comprovado inumeravelmente pela Justiça; até pelos milhões de dinheiro vivo; além de outras falcatruas e benesses tais como desde superfaturamento em obras e serviços públicos; notas fiscais frias; etc; mostra que o Brasil tem muito caminho para mudar esta triste realidade em que corruptos e mafiosos obtém dinheiro roubado aos milhões dos cofres públicos.

 

Mas, há outras indagações que numa democracia que se preze e haja respeito à população; um presidente da República receber uma autoridade de alto escalão público sem agenda oficial para tratar apenas de "agendar posse", como a que ocorreu na última terça-feira (8), deste mês de agosto de 2017; é no mínimo, proporcionar mais um dos muitos casos suspeitos de tratativas sob quatro paredes a fim de debater sobre assuntos de interesse de toda a população de um país.

 

A presença da nova Procuradora Geral da República Raquel Dodge, amiguíssima de muitos políticos especialmente do PMDB, quando da visita às 22 hs de última terça-feira, (8), no Palácio do Jaburu, a fim de tratar com o presidente da República, o mafioso Michel Temer (PMDB), envolto de denúncias de corrupção e obstrução da Justiça além de formação de organização criminosa é no mínimo um disparate contra o povo brasileiro. Afinal, tratar de "agendar posse", precisaria deslocar-se pessoalmente em pleno avançar da noite e sem constar na agenda oficial deste encontro, na surdina, é algo surpreendente e acima de tudo extremamente suspeito sobre o que de fato foi tratado naquele encontro entre Raquel Dodge e Michel Temer (PMDB). Assim caminha o Brasil. Mafiosos tentam driblar a Justiça.

 

Ameaçam, pressionam; pagam propinas milionárias e promovem os mais controvertidos esquemas visando unicamente perpetuar-se no poder. Siglas partidárias em véspera de eleições fazem as mais espúrias alianças políticas. Quando chegam aos cargos públicos (Executivo; Legislativo e até influenciando no Judiciário e Tribunais de Contas Estaduais); dentre outros organismos como das empresas mistas que possuem parte do governo e outra parte com sócios; vão desta forma conduzindo um país ao caos absoluto como ao que vem ocorrendo desde há muitos anos e agora chegando praticamente ao fundo do poço.

 

Eis aí o resultado da ineficiência política que mostra claramente que desde há muitos anos estes partidos políticos que sempre estiveram no poder, seja federal e estaduais com alianças partidárias; produziram o que de pior existe na sociedade: fraudes; roubalheira do dinheiro público e sucateamento em todas as áreas como da Saúde; Educação; Segurança Pública; Infraestruturas viárias; aeroportuárias e ferroviárias; dentre outras áreas como da Habitação; Meio Ambiente por exemplo.

 

É com encontros na surdina; é com trapaças e com falta de transparência na gestão pública que o Brasil e o povo brasileiro sofre as graves consequências. Ao contrário; os benefícios maiores especialmente financeiros acabam ficando nas poucas mãos de quadrilhas super organizadas e que ocupam através de muitas representações em espaços estratégicos a fim de poder garantir a manutenção destas práticas não condizentes e que prejudicam a grande e absoluta maioria do povo brasileiro.

 

É por isto que as pessoas que defendem e atuam dentro de princípios éticos e respeitosos à sociedade enfrentam ataques que são repudiados por quem também luta por um país mais justo e ético nos encaminhamentos em prol da dignidade e da justiça social e econômica. O próprio Procurador Geral da República Rodrigo Janot que tão perfetiamente vem realizando um trabalho ético, sério e e imparcial no combate à corrupção e que vem sofrendo contínuos ataques pessoais como ao de Michel Temer (PMDB) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. É lamentável este mais um dos tantos encontros que Michel Temer (PMDB), faz em plena surdina, às escuras dos olhares do povo brasileiro.

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