Domingo, 22 de Julho de 2018
Caixa 2 pode levar à prisão centenas de políticos, inclusive de Santa Catarina
O cerco está apertando quanto ao uso de dinheiro em forma de Caixa 2 de campanhas políticas. STF avança rápido. Veja
09/03/2018 | 8:29
Postado por: Destaque Catarina
A- A+

Cada dia que passa o cerco vai fechando contra centenas de políticos que utilizaram uso de dinheiro em forma de Caixa 2 em campanhas políticas mais recentes. De Santa Catarina alguns políticos já estão na mira destas ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), além de tramitar também na Procuradoria Geral da República (PGR).

 

Os casos mais recentes são contra ao governador licenciado de Santa Catarina Raimundo Colombo (PSD), que deixou o cargo recentemente ao vice-governador Eduardo Pinho Moreira (MDB). Surgiu também o caso do senador Paulo Bauer (PSDB), quando candidato ao governo nas eleições de 2014, que recebeu em forma de caixa 2 o valor de R$ 11,5 milhões repassados segundo denúncias feitas ao Ministério Público Federal (MPF)- denúncia esta feita pelo delator e empresário e dono da empresa Hypermarcas Nelson José de Mello.

 

Com exclusividade a NSC através do jornalista Upiara Boschi, na quinta-feira (8), destacou a denúncia contra o senador tucano catarinense Paulo Bauer (PSDB). Raimundo Colombo (PSD), foi denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) no âmbito da Lava Jato, por uso de caixa 2 em campanhas políticas recentes. Em delação premiada a empreiteira Odebrecht repassou para Raimundo Colombo (PSD), segundo denúncias, o valor de R$ 9,3 milhões para "ajudar" na campanha eleitoral de 2010 e de 2014.

 

A denúncia contra Raimundo Colombo (PSD), tramita já alguns meses no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com delações premiadas feitas à Justiça Federal, Raimundo Colombo (PSD), teria recebido da Odebrecht R$ 2,3 milhões nas eleições de 2010 e R$ 7 milhões na eleição de 2014. Em delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, os repasses financeiros para campanhas políticas mais recentes no país; em forma de caixa 2, podem alcançar mais de 1.823 políticos. Tanto a JBS quanto a Odebrecht são considerados pelas investigações na Lava Jato como sendo as empresas que mais repassaram dinheiro em forma de caixa 2 para centenas de políticos em todo o país. Investigações da Lava Jato apontam outros inúmeros doadores de campanhas políticas em forma de caixa 2. Ou seja, prática considerada pela Justiça como ilícita. 

 

Outra novidade desta semana no noticiário nacional foi quanto a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin em transferir um dos processos que envolve o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), ex-presidente Dilma Rousseff (PT), dentre outros integrantes do PT constantes deste processo que faz parte da Lava Jato e que agora tramita a partir desta decisão de Edson Fachin- relator da Lava Jato no STF, para que este processo desça a Justiça Federal do Distrito Federal (JFDF).

 

É um desmembramento que facilita mais a agilização dos trabalhos na Lava Jato. Só o quadrilhão do PT envolvido neste processo que tramita no STF e agora no JFDF, teve segundo denúncias prejuízos aos cofres públicos em mais de R$ 1,4 bilhão.

Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.
© 2010 - 2018 Jornal Destaque Catarina. Todos os direitos reservados
Encaminhe esta notícia
Seu nome
Seu e-mail
E-mail remetente
Comentário
Caracteres restantes

Enviar notícia
Reportar abuso
Seu nome
Seu e-mail
Seu telefone
Comentário
Caracteres restantes

Reportar abuso
Faça seu login!
Login
Senha
Permanecer conectado
Conectar