Quinta-feira, 29 de Outubro de 2020
Lava-Jato deve continuar até o fim mesmo diante de pressão da máfia
Por A. Godoy
26/08/2020 | 20:40
Postado por: Destaque Catarina
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Quanto mais avançam as investigações da força-tarefa da Operação lava Jato (a maior do gênero no mundo ), devido a avalanche de casos de corrupção; organizações criminosas; desvios de recursos públicos bilionários; lavagem de dinheiro para diversos paraísos fiscais; pagamentos de propinas milionárias para centenas de agentes públicos e também de centenas de políticos mafiosos e corruptos; caixa 2 de campanhas políticas; superfaturamentos bilionários de obras e serviços públicos; enfim; uma vasta gama de crimes descoberto pelas investigações da Força Tarefa da Operação lava Jato.

 

Agora; diante do avanço destas investigações por parte da Polícia Federal (PF); Ministério Público Federal (MPF); Receita Federal e até pelo Coaf ; eis que surgem pressões de forma que caracterizam não somente atrapalhar estas investigações pela Lava Jato, porém, pôr fim aos trabalhos de combate à corrupção no Brasil. Há uma espécie de conluio, uma organização criminosa e mafiosa que almeja certamente querer o fim da Lava Jato. É que na medida com que se avançam os trabalhos investigativos ( pois, segundo a Reuters são cerca de 400 inquéritos em andamentos e que vão atingir de forma surpreendente muitas empresas multinacionais e estrangeiras e grandes figuras políticas do país, além dos que já foram atingidos até agora ).

 

A Lava Jato vai revelando em cada etapa destas investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF); um número cada vez mais surpreendente de políticos; empresas; doleiros; advogados; agentes públicos envolvidos nos esquemas criminosos como já foram amplamente demonstrados até agora pela força-tarefa da Lava Jato. Até hoje a Lava Jato conseguiu recuperar cerca de R$ 15 bilhões de reais aos cofres públicos do país. Dos quase 400 inquéritos em andamentos 200 foram já abertos pela Polícia Federal (PF) e outros cerca de 200 pelo Ministério Público Federal (MPF).

 

São somados já 209 delações premiadas e muitas ainda deverão ocorrer diante da gravidade dos desvios financeiros e desmandos praticados por mafiosos e corruptos no Brasil e fora do país ligados pelas organizações criminosas investigadas. São 15 acordos de leniência; 532 pessoas acusadas criminalmente em 125 denúncias à Justiça Federal; 263 condenações de 165 pessoas e a Lava Jato está em sua 71a. fase de trabalhos pela força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF), em Curitiba (PR).

 

E o mais estranho nisto tudo é ver que o Procurador-Geral da República ( PGR) Augusto Aras - ferrenho crítico da Operação Lava Jato, em especial à Força-Tarefa sediada em Curitiba (PR); sinalizar ue não possui muito interesse na continuidade deste trabalho de combate a corrupção no país através da Operação lava Jato que tem muito ainda à realizar para completar este trabalho investigatório sendo realizado pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF). Estaria o Procurador-Geral da República (PGR) Augusto Aras sofrendo alguma espécie também de pressão e de onde estaria surgindo tais pressões se caso elas estejam ocorrendo, pergunta-se.

 

Uma resposta que deve ser precedida pelo próprio procurador da República Augusto Aras não apenas em palavras, porém, em atitudes. E caso Aras, até o dia 10 de setembro próximo não faça a designação de procuradores da República para atuarem na Força- Tarefa da Lava Jato, composta atualmente por 14 destes procuradores da República, culminaria então com a comprovação notória de que Aras estaria mesmo aliado à algum esquema criminoso em que ao dar fim da Operação lava jato estaria simplesmente corroborando com os interesses de mafiosos e corruptos que estão sendo investigados por atos graves que prejudicaram o Brasil e, portanto, prejudicaram a sociedade brasileira.

 

O Conselho Superior do Ministério Público Federal, já vem sendo consultado por dezenas de procuradores da República a fim de que em caso de ocorrer este grave ato de culminar com o fim da Lava Jato; os próprios procuradores da República dar prosseguimentos aos trabalhos da força -tarefa da Lava Jato independentemente do que venha a a ser definido por Augusto Aras (PGR). Uma recente pesquisa do Instituto paraná Pesquisas revelou que 78, 1 por cento da população brasileira defende a Lava Jato e seu prosseguimento dos trabalhos enquanto apenas 15,8 % discordam e outros 6,1% não souberam responder. Foram consultadas 2.200 pessoas.

 

O que o Brasil não pode ficar refém é dos interesses da máfia envolvida em escândalos de corrupção como já foram apontadas por inúmeras investigações da PF e do MPF como desde Mensalão; Greenfield; Lava Jato dentre centenas de outras referentes a desvios bilionários dos cofres públicos deste país. Instituições como Congresso Nacional; Governo Federal; Tribunal de Contas da União (TCU); Supremo Tribunal Federal (STF); Supremo Tribunal de Justiça (STJ); Tribunal Superior Eleitoral (TSE); além da Receita Federal; antigo Coaf; Polícia Federal (PF); Ministério Público Federal (MPF); dentre outras instituições e até em níveis estaduais tais como Assembleias Legislativas; Tribunais de Contas nos Estados; dentre outras; jamais deverão manter dentro destas instituições alguém que eventualmente esteja aliado, seja parceiro de organizações criminosas. O Brasil precisa de uma ampla faxina mesmo que haja sujeira dentro de várias destas instituições como já foram demonstradas em várias das ocasiões na história mais recente deste país.

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