Terça-Feira, 15 de Junho de 2021
No Ano do Dragão - Livro destaque
Obra será lançada no dia 06 de dezembro, em Florianópolis,SC
30/11/2012 | 10:41
Postado por: Destaque Catarina
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De autoria da escritora paulista que reside há alguns anos em Florianóplis,SC, Edna Domenica Merola, a obra intitulada " No Ano do Dragão", será lançada dia 06 de dezembro, às 19 h, tendo por local o hall da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina. 

 

Convite para lançamento do livro:
Obra: " No Ano do Dragão ", da escritora Edna Domenica Merola. O evento contará com a apresentação do Grupo Vocal Floripa Canta. 

O evento será no hall da Assembleia Legislativa, no dia 06/12/2012, às 19 horas.

Autora:  Edna Domenica Merola

 

Release do Livro
Edna Domenica Merola é Mestre em Educação e autora de: Aquecendo a Produção na Sala de Aula (2001); Cora, Coração (2011); A Volta do Contador de Histórias (2011).
Edna Domenica Merola é poetisa, além de cronista. No Ano do Dragão (2012) ? é um livro de crônicas que tem personagens poetisas ou não, místicas ou não,... O foco narrativo de alguns textos é em primeira pessoa, outros não. Sua temática é contemporânea. Os narradores das crônicas referidas são oniscientes. Tudo isso faz suspeitar se há, não só na obra em pauta, mas na crônica em geral, certa veia autobiográfica. No entanto, o viés recorrente no gênero é a leitura de mundo que os autores expressam na construção da ficção sob a própria percepção do momento social vivido no cotidiano (que chamamos de realidade, costumeiramente).


No Ano do Dragão (2012) refere-se desde o título ao ano em que a obra foi concluída. No horóscopo chinês, o Dragão é associado ao que nunca cessa de encantar ou de agitar a imaginação. Traz várias histórias cheias de diálogos e no final delas prevalece a visão de quem sente o lado poético da vida e reflete com autonomia.


As personagens vivem situações plurais que incorporam a subjetividade de: Estela, Catarina, Évora, Renata, Júlia, Clara, Noêmia, Concheta, Romana, América, Antonia, Francesca, Ana Maria, Mercedes, Maria. Há também os personagens como: Cosmo, Miguel, Homero, o cachorro Jamil, o poeta Eremita, Lin Paí Ô, Sr $; os irmãos João e Tiago; o casal Eduardo e Mônica. Há ainda personagens sem nomes próprios como: a amiga, a ufóloga, a escritora, a ex-chefe, a moça da foto, a prima, a princesinha, a bruxa, a cantora, o pai, o colega, o carona, o fugitivo, o médico, o genro. Alguns temas absorvem as décadas vividas, mas não são biográficos, pois os personagens abstraem e sintetizam o lado plural do ser humano.


A primeira crônica do livro: De mãos dadas com um Dragão é um convite à leitura como exercício de abertura à ficção. A primeira crônica da obra ?Certo Dia do Ano do Dragão ? inicia com o relato de fatos situados num dia sete e finaliza com versos de sete sílabas. Nonsense no Ano do Dragão traz à baila a questão da contestação, da inventividade e da alegria. Os Dois Irmãos: diferentes culturas e personalidades podem interagir harmonicamente? Dois irmãos e um grupo de estudantes de Antropologia respondem a esta questão.


Locomoções: a percepção da história de vida, na cidade de São Paulo, acaba tendo por foco o uso do carro. O texto imprime o tom de testemunho histórico. Sexta-feira Treze:relatos dedias macabros mesclam-se com impressões pessoais sobre eles. Em Meu Pai, há certo tom nostálgico em relação a admirar pessoas por seus hábitos e valores, pelo espírito crítico e pela responsabilidade em relação ao crescimento do outro. História de Família,narra vida de imigrantes italianos, centrando-se na personagem Antônia e em sua luta pela existência.


Adendo em Confissão revela uma faceta anarquista de uma italiana politicamente correta. Anos de Chumbo,retrata uma história vocacional que sofreu interferências da mudança repentina do vestibular, no Brasil, em 1970. Em Ponto de Partida, a lembrança de uma peça teatral assistida na juventude, retoma o gosto pela inovação que revigora a vida.
Júlia e Homero:enquanto acompanha o tratamento da prima, Júlia resolve mudar de cidade, mas também adoece.

 

Como a leitura de Homero poderia ajudá-la? Noêmia e o Eremita: ao mudar-se para uma nova comunidade, Noêmia foi vítima de bullying, até encontrar Eremita. Sonho,narra fatos que envolvem a interpretação de um sonho, tomando por material explicativo o mito de Cronos. Em O Cofre, uma mulher reluta em entender como funciona a ganância humana. Em T.O.C., uma dona de casa subjugada pela família consegue virar o jogo.
Uma História ‘da China’ tem por pano de fundo os valores neoliberais tratados de forma caricatural e lúdica. Peixe Mais do que ‘Vivo’ critica o envio de emails com conteúdo ideológico pró-guerra. Romana e América,é uma reflexão sobre correntes de orações em redes sociais.


Pudim a Dostoievski: na impossibilidade de encontrar ajuda externa, Estela entra em contato consigo mesma, num momento de descoberta existencial. Fábula é crítica ao personalismo, característica incorporada via colonização, mas ainda peculiar ao povo brasileiro. Em A Moça da Foto, as habilidades femininas são decisivas para solucionar um impasse que envolve um jovem casal de anfitriões. História de ‘Era Uma Vez’ aborda o tema da superação do egocentrismo como tarefa de crescimento.


Os mini-textos – Ex Super ‘$’; Problema; O Buraco, Praia da Joaquina –  trazem críticas de cunho social que tomam um ar jocoso devido às características caricaturais. Bruxa Florianopolitana retrata uma reação comum frente à intempérie, mas que se torna singular sob o viés local. Pântano do Sul: retrata festas de uma praia do sul da cidade de Florianópolis. Em Floripa Canta: A Estrela de Évora, a saudade que Estela sente pela prima e pela tia é revertida em parceria e canto.


Apologia compreende uma declaração de valores humanistas.
O processo de criação de cada uma das crônicas ocorreu sob um fruir momentâneo que se impôs como o fogo de um dragão. No entanto, a organização da obra demandou um tempo muito maior por ser um processo seletivo que pressupôs o leitor, ainda que a princípio idealizado. A colaboração do autor do prefácio (Artemio Zanon, da Academia Catarinense de Letras) foi também de grande importância na fase de burilar a primeira versão de No Ano do Dragão.

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