Quarta-Feira, 20 de Junho de 2018
Mauro Beal defende ampla renovação em 2014
Líder histórico de SC na defesa de políticas públicas inovadoras e de desenvolvimento sustentável; Mauro Beal concede entrevista ao Destaque Catarina Veja seus principais pontos de vista
11/09/2014 | 5:39
Postado por: Destaque Catarina
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Destaque Catarina - O que levou o senhor a disputar o cargo de deputado estadual nestas eleições e quais principais propostas o senhor defende caso eleito?

 

Mauro Beal - Faço militância política voluntária desde 2002, quando me filiei ao Partido Verde de SC, onde fui dirigente partidário e presidente estadual de 2009 a 2011. Com a deflagração do processo de criação da Rede Sustentabilidade, sob a liderança de Marina Silva, sai do PV para ser fundador nacional e um dos coordenadores em Santa Catarina, mas com a negativa de registro, filie-me ao Partido Ecológico Nacional - PEN, mantendo assim minha base ecológica e ideológica, mas continuando vinculado à Rede Sustentabilidade e trabalhando pela sua oficialização. Em todo este tempo, sempre falei que quem se filia a partido político é guerreiro deste, portanto cabe a coletividade decidir além da vontade do filiado, se ele tem ou não perfil para ser candidato. Com tal lema, fiz diversos candidatos, assim, creio que chegou a minha vez de assumir, pela primeira vez, esta responsabilidade para com a coletividade, e porque não dizer, aceitar o desafio de saber se minhas ações neste período têm eco na sociedade, que está sedenta de renovação política, algo que também represento.

 

Destaque Catarina - O senhor defende a candidatura de Marina Silva (PSB), a Presidência da República nestas eleições, mas mesmo antes dela ingressar no PSB, o senhor desenvolveu um trabalho importante na tentativa da construção do Rede Sustentabilidade. O senhor acha ainda possível no futuro dar continuidade a este projeto junto com Marina Silva?

 

Mauro Beal - A partir do Movimento Marina Presidente e ato contínuo sua candidatura à presidência do Brasil pelo Partido Verde, nas eleições de 2010, houve de minha parte uma aproximação com esta importante líder brasileira e mundial, passando conhece-la melhor, seja quanto a pessoa como a seus pensamentos.
Com o fim da eleição e a não continuidade de Marina no PV, e com a liderança desta, tornou-se concreto o movimento Nova Política, reunindo militantes partidários, eleitores e cidadãos comuns sem vinculação partidária, que por dois anos debateu a política e a forma de realizá-la, culminando em fevereiro de 2013, com a decisão da fundação de um novo partido político, a Rede Sustentabilidade.
Nestes três processos fui um dos líderes estaduais em Santa Catarina, primeiramente como presidente estadual do PV em SC e após como um dos coordenadores estadual.
 
 
Destaque Catarina - Quais os principais desafios que devem nortear as mudanças efetivas no país a partir destas eleições? As Cidades Inteligentes é um eixo forte destas mudanças tão necessárias ao Brasil em geral?

 

Mauro Beal - O principal desafio a nortear as mudanças é aquele pregado por Marina Silva já nas eleições de 2010, o da Nova Política, ou seja, deixar para trás líderes políticos com pensamentos ultrapassados e com velhas formas de fazer política, como o toma lá dá cá, a troca de favores, a troca de apoio político por cargos, o loteamento do Estado pelos partidos ou grupos políticos, é votar por agradecimento, vender o voto, votar em candidato ficha suja, a utilização do poder econômico de forma desmensurada.
E no meu entendimento, para que as mudanças sejam efetivas, o Estado deve contar com um Planejamento Público a longo prazo, 15, 30, 50 anos, já que o atual é de apenas 4 anos (Plano Plurianual); fazer a Reforma Política, a Reforma Tributária, nesta acabando com a guerra fiscal entre os Estados; e aprofundando a municipalização, tornando as ações e decisões mais próximas e participativas dos cidadãos.

 

As cidades Inteligentes é um movimento mundial que tem muito a ver com a municipalização, pois é nestas que se desenvolverão as gerações futuras.
A Cidade inteligente é uma cidade sustentável, competitiva, inclusiva, com ambientes inovadores e criativos, tecnologicamente avançada, conectada e eficiente, principalmente nas estruturas públicas (e-governance), com sistema de mobilidade compartilhada e inteligente, habitação acessível e diversificada, aberta e comunicativa, com recursos humanos de talento. A Cidade inteligente é aquela que conduzirá ao desenvolvimento econômico sustentável e onde seus administradores e cidadãos terão os meios para tomar as decisões mais adequadas, antecipar problemas para resolvê-los de forma proativa e ordenar os recursos para operar de modo eficaz.

 

Destaque Catarina - O senhor integra o partido do PEN, que é uma sigla nova ainda desconhecida perante o eleitorado. A sigla pesa muito numa eleição mesmo nova ou não? E a reforma política é necessária e de que maneira o senhor a defende?

 

Mauro Beal - Justamente, o PEN tem apenas dois anos de sua criação, e pode-se dizer que esta é a primeira eleição de que realmente participa ativamente. Em suma, ainda é um partido desconhecido da grande maioria dos eleitores e cidadãos, não tem uma bancada federal considerável e nem a estrutura dos partidos maiores ou mais antigos. Na atual realidade política brasileira, onde a grande maioria dos eleitores e cidadãos não tem a cultura política atuante, e ser realizada muito mais em cima de indivíduos ou grupos políticos, fica mais difícil conseguir espaço, principalmente porque alguns deles agem como partidos de aluguel ou interesses de poucos e assim, consequentemente, a mídia nacional de modo em geral abre pouco espaço, quando não, agem com certo preconceito, assim, o PEN sofre como a maioria dos partidos ditos "pequenos".
 
No Brasil e da forma como é feita a política, a antiguidade e a estrutura pesam muito nas eleições.
A Reforma Política é necessária e de forma urgente, mas, como não interessa aos maiores partidos e grupos políticos, é sempre relegada.
 
Creio que o financiamento público de campanha torne as eleições mais igualitárias; a real execução da lei da ficha limpa tem fundamental importância; o voto distrital pode vir a ser uma boa forma de exercer a representatividade de forma regional; e, é importante o fortalecimento dos partidos e a obrigatoriedade da execução de seu Programa Partidário, bem como, da execução dos Planos de Governo pelos candidatos aos Executivos; e, uma maior participação dos eleitores e cidadãos através de plebiscitos, no caso de assuntos polêmicos.

 

Destaque Catarina - Qual sua opinião sobre o atual governo do estado?

 

Mauro Beal - O governo atual já nasceu fragilizado, pois o governador Colombo, antes defensor público da extinção das secretarias regionais (SDRs), inclusive se referindo a estas como "cabides de emprego", teve que aceita-las sem nada alterar, a não ser represar recursos levando-as à mingua na maior parte do mandato. Colombo (PSD), afirmou certa vez em coletiva à Imprensa, na sala de Imprensa da Alesc, que se eleito governador defenderia a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito _CPI para apurar possíveis irregularidades na Casan. Assumiu o Governo e até hoje, nada.
Também pouco se viu no sentido de cumprir com o que dizia à época da eleição, de que governaria com técnicos competentes, grande parte foram políticos, e em alguns casos, secretarias e fundações passaram parte do tempo com secretários adjuntos e/ou com acumulação de cargos; de que faria um governo para as pessoas, e pouco se viu da aproximação e participação dos cidadãos nas decisões do governo; jogou com as classes dos servidores públicos, dando aumentos diferenciados e em alguns casos, nada ou pouco deu a outros, não desenvolveu nenhum tipo de capacitação, não introduziu a meritocracia, hoje base para o aumento da produtividade e transformação do servidor em empreendedor público.
 
O que mudou ou fez de novo do governo anterior? Nada!
Qual inovação apresentou? Nenhuma!

 

Destaque Catarina - Para o Governo de Santa Catarina quem o senhor defende nestas eleições; assim como ao Senado Federal e à Deputado Federal? E por quê?

 

Mauro Beal - Em SC o PEN coligou e apoia, para governador e vice, os candidatos Paulo Bauer (PSDB)  e Joarez Ponticelli (PP), numa coligação que reúne diversos partidos.
O candidato ao senado pela coligação é o Paulinho Bornhausen (PSB), com diversos candidatos a federal e estadual.

 

Destaque Catarina - Por quê?

 

Mauro Beal - Nosso apoio ao candidato a governador, Paulo Bauer (PSDB), se dá de forma espontânea, por ser a melhor alternativa e pelas suas propostas, como a de distribuição justa do orçamento entre hospitais públicos e comunitários, priorizando e aplicando a gestão inteligente da Saúde-GIS, que trata-se de um conjunto de ações em curto prazo para garantir mais médicos, enfermeiros, consultas, exames e cirurgias para os catarinenses. Como ainda dar atenção a questão da sustentabilidade, muito caro ao PEN, promovendo o caráter duradouro e harmônico do desenvolvimento ao longo do tempo, com o uso racional dos recursos naturais e novos modelos de financiamento, deixando um legado positivo às futuras gerações, incorporando e harmonizando as dimensões ambiental, política, econômica e social. Dando atenção a agroecologia, tão desprezadas pelos dois últimos governos, além de atuar fortemente para resolver a questão da mobilidade, incentivando os meios alternativos de transportes, como as bikes.

 

Destaque Catarina - Outras considerações que achar necessárias......


Mauro Beal - Creio que a alternância de poder é uma alternativa muito boa de trazer inovação ao Estado, pois com um novo governo, novas ideias e formas de administrar e conceber resultados surge, renovando estruturas e pessoas, e o governo do Paulo Bauer (PSDB) representará muito bem esta alternância!

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