Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
FIESC debate investimentos com delegações do Reino Unido e Coreia do Sul
Em reuniões na quarta-feira (21), grupo do Reino Unido focou investimentos em infraestrutura aeroportuária; empresa sul-coreana pretende investir US$ 2 bilhões em energia fotovoltaica
21/02/2018 | 18:50
Postado por: Destaque Catarina
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A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) recebeu delegações do Reino Unido e da Coreia do Sul, nesta quarta-feira (21), em Florianópolis. A comitiva do Reino Unido busca investimentos em infraestrutura aeroportuária. O grupo sul-coreano estuda investir US$ 2 bilhões no Estado para produzir equipamentos fotovoltaicos e de LED. “Sempre recebemos com muito interesse a visita de empresários para mostrarmos o que é Santa Catarina, sobretudo o que é a indústria”, declarou o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, que conduziu as reuniões. “Estamos abrindo possibilidades de grandes parcerias. Temos todo interesse em apoiar e participar do processo que esperamos que culmine no investimento. Temos uma estrutura preparada para treinamento técnico e profissional dos trabalhadores”, completou.

 

Côrte também informou que esteve em reunião com o presidente da República, Michel Temer, na terça-feira (20), e defendeu agilidade nas parcerias público-privadas e nas concessões. “Sabemos que tem que ter boa regulamentação e segurança jurídica para que o investidor seja atraído para os investimentos”, disse, lembrando que Santa Catarina tem oportunidades principalmente em infraestrutura rodoviária e ferrovias estratégicas, que dariam ao Estado mais competitividade.

 

O presidente da Korea System Business (KSB), Jong-Bok Park, explicou que o recurso para o investimento está garantido por um fundo internacional. “O objetivo principal é implantar em Santa Catarina uma cidade ecológica. Com o investimento queremos construir um parque de geração fotovoltaica, trocar as lâmpadas de iluminação pública por LED, além de construir uma fábrica de montagem dos nossos produtos tanto de iluminação LED quanto de energia solar. Essa tecnologia virá da Coreia e se tornará made in Brasil”, declarou. Segundo ele, a partir do Estado os produtos seriam exportados para a América Latina e México.

 

O presidente da FIESC salientou ainda que Santa Catarina tem uma localização estratégica e muito próxima de países como Argentina, Paraguai, Uruguai, além de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. “Estamos numa posição considerada privilegiada, sobretudo em relação aos Países que integram o Mercosul”, disse. Ele apresentou um panorama dos principais indicadores econômicos e destacou que de janeiro a dezembro de 2017 a economia de Santa Catarina cresceu 4,2% contra cerca de 1% da média brasileira. “Então crescemos quatro vezes mais do que a média brasileira e estamos entre os Estados que tiveram o melhor desempenho no ano. O que puxou, de fato, o crescimento da economia catarinense foi o setor industrial, que teve um desempenho relevante”, explicou. Produção industrial, vendas, exportações e importações também cresceram no período.

 

Em relação ao emprego, Côrte lembrou que só a indústria de transformação catarinense criou mais de 12 mil postos de trabalho no ano passado. “Fomos o Estado que liderou a criação de empregos no País através da indústria de transformação”, completou. Ele também chamou a atenção para o índice de confiança do empresário industrial catarinense que alcançou 61 pontos em janeiro. É o maior índice entre os Estados brasileiros (a média brasileira é 59 pontos).

 

Na reunião com a comitiva do Reino Unido, o cônsul honorário do Reino Unido em Florianópolis, Michael Delaney, disse que ficou impressionado com o potencial que Santa Catarina tem. “Fico à disposição para continuar os entendimentos com o intuito de melhorar nossa relação comercial. Temos que trabalhar nisso”, disse. Em 2017, Santa Catarina exportou US$ 259 milhões ao Reino Unido. Entre os principais produtos estiveram carne, partes de motores, móveis e motores e geradores elétricos. As importações catarinenses do Reino Unido totalizaram US$ 120 milhões no período. Entre os principais produtos comprados estiveram sangue humano, álcool etílico não desnaturado e automóveis de passageiros.

 

Nas reuniões com representantes da Coreia do Sul e do Reino Unido, o diretor de relações institucionais e industriais da FIESC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, apresentou o trabalho da Investe SC, agência resultado de parceria entre o Governo de SC e a FIESC, que trabalha para promover o desenvolvimento socioeconômico, por meio de incentivos a novos negócios e expansão das empresas do Estado.

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