Segunda-Feira, 28 de Maio de 2018
Contorno Florianópolis é o segundo maior canteiro de obras do País, diz Arteris na FIESC e estará concluído no final de 2019
Com 50 km de extensão, 30% da obra ainda não iniciada por causa de desapropriações, licença ambiental e revisão do projeto orçamentário
19/04/2018 | 20:27
Postado por: Destaque Catarina
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Desapropriações de 175 propriedades, licença ambiental de 3,6 quilômetros e aprovação do projeto orçamentário, revisado por causa da mudança de traçado, são os três fatores que atrasam a conclusão do contorno rodoviário de Florianópolis, segundo o engenheiro Marcelo Modolo, que atua na Arteris (concessionária da BR 101) como superintendente da obra.

 

À Câmara de Transporte e Logística da FIESC, ele relatou o andamento da obra, que estima ser a segunda maior do Brasil, atrás apenas do Rodoanel de São Paulo. Informou que 35 dos 50 quilômetros que totalizam o trabalho já foram iniciados e devem ser concluídos até o final de 2019. Modolo prevê para o final de 2020 a conclusão dos 15 quilômetros restantes, que dependem exatamente da consecução dos três fatores.

 

“Há uma série de entraves que tem impedido a execução total da obra; precisamos ter esses passos todos vencidos para que possamos ver ela concluída”, afirmou o presidente da Câmara, Mario Cezar de Aguiar. “Na nossa visão, o prazo dado pela concessionária, de 2020, não será exequível e precisamos de uma pressão da sociedade catarinense no sentido de acelerar os procedimentos para que tenhamos a conclusão dessa obra”, referindo-se à morosidade de órgãos responsáveis pelas aprovações das demandas, incluindo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

 

Aguiar destacou que a finalização do trajeto se faz necessária para oferecer mais segurança aos usuários e aumentar a competitividade da economia catarinense. Ele entende, no entanto, que a obra não solucionará o problema do tráfego na Grande Florianópolis, pois até seu término a demanda terá aumentado.

 

No total, o contorno exige desapropriações de 1.018 propriedades, das quais 843 já foram realizadas. Das 175 restantes, 157 encontram-se no trecho Sul, no município de Palhoça. É neste trecho final da obra que também resta o licenciamento ambiental de 3,6 quilômetros, que tramita no Ibama, e onde ocorreu a mudança do projeto, decorrente da implantação de condomínios residenciais no local do traçado original, o que determinou a necsssidade de três novos túneis.

 

A alteração exigiu a revisão orçamentária – e provavelmente da tarifa de pedágio posterior –, que está em análise na ANTT. Nos demais trechos, as obras prosseguem e devem ser concluídas até 2019, a se confirmar a previsão do superintendente. No trajeto, restam a execução de um túnel, além de viadutos e pontes. A maior dificuldade, neste caso, são os solos móveis e o excesso de chuvas. Por isso, aterros de acesso a pontes e viadutos estão em fase de compactação, processo que pode perdurar por até nove meses. Mesmo que os canteiros fiquem “em descanso”, a estrutura de concreto pré-moldado já está fabricada, informou Modolo.

 

DNIT

Na segunda parte da reunião, o superintendente do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) em Santa Catarina, Ronaldo Carioni Barbosa, apresentou a situação atual e perspectivas de obras em seis rodovias federais em Santa Catarina. São as BRs 101 Sul, 163, 280, 282 (incluído Via Expressa) e 285, que têm R$ 300 milhões previstos para 2018 por meio de emendas parlamentares. Mas a liberação desses recursos ainda precisa ser assegurada para o efetivo andamento das obras.

 

Fonte:

Assessoria de Imprensa

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc)

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