Sábado, 17 de Novembro de 2018
Oeste de SC sofre consequências da falta logística e de investimentos, além da omissão do poder público estadual e federal
1º Diálogo Empresarial O oeste sofre com deficiências logísticas e falta de investimentos
26/10/2018 | 10:12
Postado por: Destaque Catarina
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O oeste catarinense é a região mais distante da Capital e a mais prejudicada em razão de suas deficiências infraestruturais. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o Centro Empresarial e a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) deflagraram na quinta-feira (25), em Chapec (SC), uma ação conjunta para reverter essa situação e atrair investimentos públicos e privados.

 

O compromisso foi assumido durante o 1º Diálogo Empresarial que reuniu empresários e entidades de representação do setor econômico. Para conhecer a realidade do oeste, a diretoria do Sistema FIESC permaneceu uma semana na região, realizando uma série de reuniões, encontros e visitas. O presidente Mario Cezar de Aguiar destacou que esse esforço de descentralização da alta administração é exclusivamente direcionado ao oeste e será reeditado todos os anos.

 

Depois de visitar dezenas de empresas, o dirigente declarou-se surpreso com o estágio de desenvolvimento e de inovação. “Todas as indústrias que visitei estão elaborando ou implantando projetos de investimento e planos de expansão. Em nenhuma delas ouvi menção à crise,” relatou. Aguiar destacou que Santa Catarina com apenas 1,1% do território nacional é a quarta força da indústria brasileira. É, também, a segunda unidade da Federação em movimentação de contêineres.

 

Em 2017, foi o Estado que mais gerou empregos no País: quatro vezes a média nacional. Para ele, o empresário do oeste – arrojado e inovador – é testemunha dessa eficiência produtiva e não pode continuar prejudicado “pela falta de quase tudo” na infraestrutura de transporte e de logística.

 

O problema mais imediato é a situação da malha rodoviária regional. A FIESC vai bancar estudos e pareceres para fundamentar reivindicações. A situação do Aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso – segundo em movimento de passageiros – também preocupa a FIESC porque necessita de investimentos em nova estação de passageiros e em equipamentos de proteção ao voo.

 

Se o Estado não tem condições de investir em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, as entidades empresariais defendem parcerias público- privadas ou a concessão para que empreendedores privados realizem as obras mediante exploração de pedágios. Para Mario de Aguiar, investir maciçamente em obras infraestruturais “é uma questão de justiça e de inteligência” para com o Oeste.

 

O presidente da FIESC acredita que a recuperação econômica iniciou e que a região ampliará seu protagonismo se melhorar as condições de sua infraestrutura. Um dos entusiastas da cooperação inter institucional, o presidente da ACIC Cidnei Luiz Barozzi realça que a região aprendeu a se virar sozinha em face da ausência e omissão do Poder Público. “Nossa situação é precária.

 

As rodovias estão em péssimo estado, a ferrovia ainda não saiu do papel e o suprimento de energia elétrica ameaça o crescimento das indústrias”, expôs. O dirigente observa que a região é injustiçada: produz milhões de dólares em riquezas exportáveis e nunca foi priorizada nos planos de investimentos públicos dos governos estadual e federal. As dificuldades de infraestrutura e logística afugentam novos investimentos e pode levar muitas empresas a migrar para outros Estados.

 

Mostra que o custo logístico das empresas catarinenses – especialmente as do grande oeste – está acima da média brasileira e dos países desenvolvidos, de acordo com levantamentos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Universidade Federal de Santa Catarina. Barozzi, porém, está otimista com o recém-lançado Conselho Estratégico para Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense capitaneado pela Federação, que reúne entidades do setor produtivo e da sociedade civil com o objetivo de contribuir para as diretrizes de uma política estadual de transporte e logística e acompanhar a sua implementação.

 

Cerca de 50 instituições devem aderir ao Conselho. FUNDO SOCIAL Durante o 1º Diálogo Empresarial, a FIESC, o Serviço Social da Indústria de Santa Catarina (SESI/SC) e a ACIC assinaram termo de parceria, consolidando o lançamento do Fundo Social em Chapecó. O Fundo Social é uma agenda de articulação do SESI, que busca impulsionar a cultura do uso dos incentivos fiscais em Santa Catarina , agindo sobre as lacunas sociais das regiões, contribuindo para melhoria dos indicadores sociais dos municípios.

 

Empresas de lucro real podem destinar até 9% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) para projetos em várias áreas por meio das leis de incentivo federal. O SESI calcula que cerca de 200 milhões de reais poderão ser captados e aplicados nessa categoria de investimentos em Santa Catarina. Fonte/colaboração/foto: Marcos A. Bedin

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