Terça-Feira, 11 de Dezembro de 2018
Tecnologia e agronegócio são destaques nas ações da Semana Global de Empreendedorismo
17/11/2018 | 19:33
Postado por: Destaque Catarina
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Debater questões que visam promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios do segmento foi o foco do Painel de Oportunidades de Inovação no Agronegócio (HUB AGRO Chapecó@) realizado nessa semana, em Chapecó (SC). A promoção foi do Sebrae/SC, NITA, Facisc, PPGTI, Deatec, Chapecó@, Rede de Inovação, Embrapa, Epagri, Prefeitura de Chapecó, Inctech, Unochapecó e Incubadora de Negócios da UFFS (INNE).

A iniciativa esteve entre as ações que integram a Semana Global de Empreendedorismo (SGE) 2018 que tem como mensagem principal Empreendedorismo Jovem: A Hora é Agora. O calendário oficial no Brasil foi de 5 a 9 de novembro, mas durante todo o mês o empreendedorismo vem sendo motivo de comemorações e atividades no País. Três temas foram definidos para nortear a semana: Mulheres, Inclusão Social e Inovação. O intuito é conectar, capacitar e inspirar o público para que transforme ideias em iniciativas de sucesso.

As atividades do Painel de Oportunidades de Inovação no Agronegócio iniciaram com painel conduzido pelo supervisor do setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Concórdia/SC, Cassio André Wilbert, que abordou os Desafios e Oportunidades na Interação ICT x Empresa.

O palestrante falou sobre os casos que vivenciou dentro da Embrapa com empresas privadas, principalmente com startups. O que mais buscamos com empresas privadas é a complementariedade porque não acessamos o mercado com competência em todas as etapas que um processo de inovação exige. Quando encontramos um parceiro que nos complementa todos ganham com isso. Procurei trazer cases que atuamos de diferentes maneiras em cooperação com empresas, visando mostrar o que aprendemos nesse processo e o que não funcionou bem.

 A programação seguiu com o tema Oportunidades de Inovação no Agro conduzido pelo coordenador técnico no Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Fernando Borges Fernandes que elucidou algumas dúvidas sobre o uso da tecnologia no agronegócio. Fala-se muito em tecnologia de ponta e nossos empresários precisam entender de que forma ela pode auxiliar efetivamente e o que é a tecnologia adequada. Santa Catarina é um Estado com muita agricultura familiar e, às vezes, nem sempre a tecnologia de ponta resolve, ou seja, é necessário adequar.

Fernandes também falou sobre a importância de eventos como esse ao mencionar que essas experiências são fantásticas. É um encontro com jovens e, geralmente, resulta em um contato, parcerias, amizades. A cadeia do empreendedorismo, especialmente das startups, acontece dessa forma e atividades dentro da universidade são melhores ainda porque estão em um ambiente com muita massa pensante, projetos e ideias, salientou ao destacar uma reportagem que demonstrou que os jovens antigamente falavam mais de dinheiro e hoje comentam de aprendizagem. Eles estão em outro patamar. O pessoal está vindo com ideias interessantes e aquele ponto de vista muito capitalista está meio defasado. Querem resolver problemas e seu combustível está focado nas soluções.

Com o tema Agricultura Familiar e Inovação, o agricultor e secretário Executivo Estadual do Núcleo de Inovação Tecnológica para a Agricultura Familiar (NITA), Julio Cezar Bodanese, conduziu o terceiro painel. Observou que hoje a agricultura de Santa Catarina representa 28% do PIB e que 70% dele está sendo produzido pela agricultura familiar. Por outro lado, a agricultura familiar até o momento viveu de sucessão e, a partir dessa geração, será uma opção de vida, o que nos traz grandes desafios. Meu objetivo é justamente chamar a atenção para o fato de que o segmento não ocorre mais por hereditariedade ou comodismo. As pessoas que ficarão na agricultura daqui para frente optarão por essa alternativa e, para isso, é preciso ter o conforto social que há na cidade, seja com internet, facilidades de estudar e, principalmente, pela renda. Sem renda e conforto social não há como sobreviver.  

Outro grande desafio destacado por Bodanese foi a questão do gênero. A característica do trabalho na agricultura é difícil para a mulher e ela acaba sendo a primeira a sair do campo. Então é preciso estimular os jovens a pensar em cadeias produtivas alternativas para que ela possa estar inserida na produção. As tecnologias podem auxiliar para que o público feminino possa continuar trabalhando e obtendo resultados nesse Estado que tem apenas 1,1 do território nacional, 1,2% da população brasileira e somos o 5º maior produtor de alimentos do País, finalizou.

Para o coordenador regional oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, o HUB tem se preocupando em identificar gargalos e gerar oportunidades e participação de pessoas que são inovadoras e que têm a pretensão de buscar desafios no mercado, o que é altamente positivo. Eventos como esses possibilitam criar uma cultura de conhecimento que é fundamental para discutir problemas, trocar ideias e demonstrar as inovações que vêm sendo desenvolvidas na academia, na iniciativa privada e nos órgãos governamentais. Fonte/colaboração/foto: Marcos A. Bedin

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