Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020
Lava Jato - Justiça na Suíça julgará primeiro processo relacionado com a Lava Jato
Lava Jato - Justiça da Suíça fará primeiro julgamento de processo relacionado com a Lava Jato
20/02/2020 | 19:30
Postado por: Destaque Catarina
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Lava - jato avança no exterior além da varredura que continua contra a corrupção no Brasil. Desta vez, a Justiça da Suíça fará o primeiro julgamento de processo relacionado com um dos mafiosos e corruptos operadores do esquema de quadrilhas que atuavam dentro da Petrobras e que desviaram dezenas de milhões de reais para paraísos fiscais, através do esquema criminoso de lavagem de dinheiro oriundo grande parte de propinas pagas por várias empreiteiras como da Odebrecht, por exemplo. Um destes paraísos fiscais foi a Suíça, onde um dos bancos - o Cramer & Cia foi um deles a receber milhares de dólares por parte da organização criminosa que atuava na Petrobras.

 

O delator à Justiça na Suíça Bernardo Freiburghaus ( operador ) da organização criminosa disse em depoimento à Justiça na Suíça de que levou dinheiro de vários ex-diretores da Petrobras para bancos na Suíça, incluindo de Pedro José Barusco ( ex-diretor da Petrobras). A lavagem de dinheiro foi no período de 2007 a 2014 , porém intensificada a partir da eclosão da Operação Lava Jato em 20 de março de 2014. Em seguida a esta eclosão da Lava Jato, Freiburghaus destacou em seu depoimento à Justiça da Suíça de que levou do Brasil de imediato US$ 1,95 milhão de dólares e após outros mais US# 60 milhões de dólares pertencentes a diversos ex-diretores da Petrobras.

 

Segundo o operador da organização criminosa ligada a Petrobras e empreiteiras envolvidas no esquema de desvios públicos financeiros eram sob sua coordenação 21 contas bancárias somente na Suíça e que foram diversas as reuniões realizadas entre ele e principalmente Pedro José Barusco. (Cerca de umas quatro reuniões por ano ", frisou em seu depoimento na Suíça. O dinheiro desviado do Brasil era depositado em bancos do grupo Pictet ( fundando em 1805 ) e com sede em Genebra. Parte dos recursos deste esquema de lavagem de dinheiro também eram depositados em um banco em Lugano ( Suíça ).

 

Bernardo Freiburghaus foi condenado pela Justiça a 15 anos de prisão e já devolveu aos cofres públicos brasileiro cerca de US$ 97 milhões de dólares.

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