Sábado, 17 de Novembro de 2018
Unidos Contra a Corrupção em debate em Chapecó (SC)
Passado limpo, compromisso com a democracia e engajamento com as 70 medidas anticorrupção são cruciais para candidatos que aderirem ao movimento
03/10/2018 | 21:48
Postado por: Destaque Catarina
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Mais de 300 pessoas prestigiaram, na noite de terça-feira (02), a palestra com o consultor do movimento Transparência Internacional (TI), Guilherme France. O evento foi realizado na Unoesc Chapecó (SC) e contou com a presença de estudantes, professores e comunidade.

 

“Mais de 100 organizações já aderiram a coalizão Unidos Contra a Corrupção e mais de 500 candidatos ao congresso nacional que manifestaram apoio às 70 novas medidas anticorrupção.

 

Os eleitores podem conferir quais são os candidatos que se comprometeram em atuar pela causa diretamente no site da campanha”, explica. Guilherme enfatizou que o movimento Unidos Contra a Corrupção não se trata de uma mobilização isolada, mas sim de um movimento nacional que vem ganhando cada vez mais força e reconhecimento da sociedade e outros órgãos que combatem a corrupção.

 

O consultor observa ainda que “para esta campanha estamos com um processo de fortalecimento do movimento mas, para as próximas eleições já esperamos contar com o apoio de todos os candidatos em favor das medidas. Seguiremos atuando para que isso ocorra”. “É um momento bastante oportuno para nós recebermos uma palestra como esta próximo das eleições.

 

Cativar a expectativa de que o mundo acadêmico e a sociedade em geral faça melhores escolhas e priorize os candidatos com ficha limpa, que tenham compromisso efetivamente com o cargo público é um compromisso social que nós temos, como cidadãos e também a representatividade como uma instituição que visa os valores da ética, da cidadania e da moral”, elucida o vice-reitor da Unoesc Chapecó, Ricardo Antônio de Marco.

 

UMA AÇÃO PARA TODOS

Na oportunidade, o presidente do Observatório Social de Chapecó, Armelindo Carraro, elogiou o comprometimento e atuação da equipe de 92 voluntários que atua em Chapecó no processo do controle social e do monitoramento dos recursos publicos gerados pelos impostos pagos pelo cidadão.

 

Ao mesmo passo que estamos tendo uma ótima receptividade e adesão popular, Carraro admite o descontentamento com os políticos, que não têm contribuído com o apelo social e transparência para a efetivação desta causa. “Se uma sociedade se mobiliza e se empenha como nós estamos fazendo, com aproximadamente 3.300 voluntários que compõe os mais de 130 Observatórios Sociais no Brasilm notamos que em nosso Estado , que conta com mais de 250 candidatos a deputado federal e senador, é lamentável ver que não chegam a 20 os candidatos que aderiram à campanha, isso é um fator preocupante.

 

Então para as próximas eleições esperamos intensificar a atuação e que estes candidatos possam aderir ao projeto, pois julgamos de extrema relevância que eles correspondam com este desejo da sociedade de poder contar com candidatos que possuam ficha limpa, lutem contra a corrupção e estejam comprometidos com a democracia”, pondera.

 

UNIDOS CONTRA A CORRUPÇÃO

No Brasil, o movimento já conta com a adesão de mais de 445 mil pessoas que aderiram em apoio ao movimento e que poderão escolher candidatos com passado limpo, compromisso com a democracia e engajados com as 70 medidas anticorrupção propostas pelo Unidos Contra a Corrupção.

 

Para isso, o Sistema dos Observatórios Sociais do Brasil criou uma plataforma (http://www.unidoscontraacorrupcao.org.br/) na qual os eleitores poderão conhecer e cobrar este compromisso e integridade de seus candidatos, qualificando seus votos.Image Conhecido como o maior pacote anticorrupção do mundo, as medidas foram criadas por um processo coletivo e voluntário com o objetivo de extinguir a corrupção, principalmente no que se refere à política.

 

As medidas foram redigidas a partir de uma consulta a mais de 900 pessoas de 373 instituições e contou com a colaboração de mais de 200 especialistas, redatores e revisores. O movimento é resultado da coalizão de seis entidades – Transparência Internacional, Contas Abertas, Instituto Ethos, Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Observatório Social do Brasil e Cidade Democrática – que lutam por justiça social, realização de direitos, paz e, além de tudo, pela extinção da corrupção.

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