Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018
Odebrecht apaga chave de acesso ao sistema Drousys e PF encontra dificuldades para acesso. Suíça enviou sistema ao MPF
Chaves de acesso ao sistema Drousy utilizado pela Odebrecht teve apagão proposital. Suíça enviou Drousy ao MPF do Brasil
25/02/2018 | 20:45
Postado por: Destaque Catarina
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A Polícia Federal (PF) tem encontrado dificuldades diante ao sistema Drousy utilizado pela empreiteira Odebrecht envolvida na Lava Jato. Ocorre que três dias após o empresário da Odebrecht ser preso, ocorreu de forma propositada o apagão das chaves de acesso ao sistema Drousy utilizado pela Odebrecht para o pagamento milionário de propinas para uma quadrilha cujas planilhas já estão em poder da Polícia federal e do Ministério Público Federal.

 

Autoridades da Suíça enviaram ao Ministério Público Federal (MPF), no Brasil o sistema Drousy utilizado pela Odebrecht em bancos daquele país. São centenas de codinomes e de apelidos constantes de planilhas em que mafiosos e corruptos receberam quantias milionárias em vários tipos de moedas; Real; Dólar Norte Americano e Euros. Peritos definem o Drousys como sendo um sistema para o armazenamento e edição de arquivos, enquanto o sistema My WebDay era utilizado pela Odebrecht pelo setor de propinas contábeis e financeiros; assim como o Drousys. estes documentos estão anexos aos autos do processo contra o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), acusado de ter favorecido a Odebrecht em troca de benefícios como da compra do terreno para o Instituto Lula, em São Paulo (SP). Segundo recente publicação da Folha de S. Paulo, foram disponibilizados 1.912.667 arquivos dos quais 842, cerca de 0,043%, apresentam não conformidades.

 

Planilhas recolhidas durante investigações da PF e MPF atingem centenas de políticos corruptos

As planilhas recolhidas durante as investigações pela Polícia Federal e Ministério Público Federal em que a empreiteira Odebrecht utilizava para o repasse de propinas para centenas de políticos mafiosos e corruptos contém apelidos e codinomes. Veja alguns deles: Afiado; Pavão; Madame; Pierot; Laque; Biscoito; Fedeu; Boneca; Viagra; Ráio; Canário; Duro; Nosso Guia; Herdeiro; Águia; Cobre; Lento; Neto; Vaqueiro; Parati; Drácula; Bonitão; Amizade- Bônus Eleitoral; Ovo; Amizade, dentre centenas de outros apelidos até codinomes.

 

A quadrilha foi desbaratada pela Polícia Federal e agora tramita centenas de processos na Justiça Federal e Ministério Público Federal além do Tribunal de Justiça Federal. A sociedade brasileira espera que não haja de forma propositada por parte do Judiciário Federal engavetamento destes processos e desta forma vir beneficiar quadrilhas e mafiosos diante de prescrições. O que em alguns casos recentes propiciou benefícios para alguns corruptos que escapara de parar na prisão por haver a chamada " prescrição".

 

No caso do apagão proposital realizado pela Odebrecht no sistema Drousy, segundo a delação de Marcelo Odebrecht à Justiça Federal e á Polícia Federal, onde três dias após sua prisão o cunhado dela chamado Maurício ferro que foi ex-presidente da Odebrecht e que apagou estes arquivos, foi com objetivo de"dar fim ao departamento de propinas da Odebrecht,segundo noticiou a Folha de S. Paulo. Segundo laudo da PF a destruição dos dados ocorreram em 22 de junho de 2015, durante a 14a. Fase da Lava Jato. Os registros criptografados estão em poder do Ministério Público Federal (MPF). A delatora na Lava Jato e ex-funcionária da Odebrecht Maria Lúcia Tavares, era quem cuidava deste sistema no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.

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