Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
Lava Jato - Mafioso preso pela PF mantinha banker e dava banho de sol para milhões não mofar
Bankers para esconder milhões em cédulas roubadas dos cofres públicos. Operação da PF prende novamente Paulo Vieira de Souza ( Paulo Preto )
19/02/2019 | 21:05
Postado por: destaque
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Não foi somente um ex-deputado federal e que foi até ministro de confiança de Michel Temer (MDB), que chegou a ser preso em Salvador (BA), contendo um banker com mais de R$ 52 milhões e cédulas. Na terça-feira (19), a Polícia Federal sob determinação da Justiça Federal prendeu o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza ( Paulo Preto), com cerca de R$ 100 milhões em cédulas escondias num banker e em uma casa em São Paulo (SP). Foram cumpridos 12 mandados de buscas e apreensão nesta operação que faz parte da Lava Jato. Outras pessoas também foram presas nesta operação da Polícia Federal.

 

As investigações da Polícia Federal apontam que o ex-diretor da Dersa - empresa que realizou parte de obras bilionárias em São Paulo; estavam em contas na suíça. Cerca de R$ 130 milhões foram descobertos em movimentações somente nesta parte das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Paulo Vieira de Souza (Paulo preto), já foi preso por duas vezes anteriormente. Foi solto por decisão monocrática do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Aliás, certamente desta vez Gilmar Mendes não deverá ter mais algum argumento para mandar soltar ladrões, mafiosos e corruptos da cadeia. A não ser que haja algum outro tipo de interesse nestes casos absurdos de liberar mafiosos da prisão. Bem: são centenas de milhões em jogo neste marasmo de falta de rigor da lei contra a máfia no Brasil.

 

Mafioso Paulo preto colocava cédulas em banho de sol para evitar o mofo, disse Adir Assad à PF

O ex-senador Aloysio Nunes (PSDB), também teve buscas e apreensões na residência durante esta operação da Polícia Federal. Segundo afirmou em delação premiada à PF e ao MPF o doleiro Adir Assad, destacou em delação premiada que o ex-diretor da Dersa Paulo Preto, mantinha um bunker para esconder o dinheiro e que visitou o local por diversas vezes. Segundo o doleiro e operador de propinas da Odebrecht Adir Assad; Paulo Vieira de Souza (Paulo Preto ), colocava parte das cédulas em banho de sol para evitar o mofo e que muitas notas de dinheiro estavam embolorando. Nesta fase da 60a. da Operação Lava Jato, investigações também alcançaram a Odebrecht, a Andrade Gutierrez e a Petrobras. Outros operadores e doleiros envolvidos no esquema que está sob investigação da PF e do MPF como exemplo Rodrigo Tacia Duran e Álvaro Novis são ambos suspeitos de envolvimento em esquema criminoso.

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