Segunda-Feira, 28 de Maio de 2018
Lavagem de dinheiro - Cerco aperta contra máfia com contas na Suíça
Lava Jato aperta o cerco contra máfia que utiliza contas na Suíça para lavagem de dinheiro e na Suíça bem adiantadas investigações
02/05/2018 | 21:15
Postado por: Destaque Catarina
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O Brasil é o nono colocado no ranking de países com maiores volumes de dinheiro em bancos na Suíça, principalmente no Banco HSBC. Desde que os arquivos suíços vazaram em que centenas de bilhões de dólares fazem parte de depósitos naquele país para onde mafiosos e corruptos buscam esconder os desvios praticados em países tais como o Brasil, por exemplo, em que 6.606 contas de cidadãos brasileiros fazem parte da clientela no banco HSBC da Suíça, segundo revelou recentemente investigações por parte do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), no chamado escândalo " Swissleaks " destacando 106 mil clientes do " Private Bank " HSBC em Genebra (Suíça).

 

8.867 contas no HSBC na Suíça pertencem a cidadãos brasileiros, sendo 6.606 no HSBC, segundo denúncia da ICIJ. O Ministério Público da Suíça está prestando um trabalho efetivo junto as autoridades brasileiras que investigam o caso de desvios bilionários da Petrobrás e quadrilhas vinculadas ao escândalo descoberto através das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal do Brasil e que denomina-se "Operação Lava Jato".

 

Cerco aperta contra máfia que usa contas bancárias na Suíça com dinheiro do crime

Portanto, o cerco está a cada dia apertando especialmente com aquelas contas bancárias utilizadas por brasileiros que utilizam de forma criminosa estas contas bancárias na Suíça para lavagem de dinheiro. Há de ressaltar que entre estas contas na Suíça, existem contas legítimas, mas que cabe às autoridades tanto daquele país quanto do Brasil investigá-las e ver de onde e como surgiram o dinheiro aplicado nestas contas bancárias na Suíça. Em outros paraísos fiscais também estão sendo investigados ramificações de saída de dinheiro de cidadãos brasileiros como foi o caso do mafioso Paulo Maluf (PP) e de tantos outros corruptos já descobertos e publicamente divulgado pela Imprensa brasileira e internacional. O delator na Lava Jato Hervé Falcioni, disse durante entrevista coletiva a Imprensa algum tempo atrás que o cidadão brasileiro está longe de conhecer o que se passa no caso da Petrobrás e HSBC.

 

Falcioni destacou que vê a operação lava Jato como " um divisor de águas" para que o Brasil torne-se um outro país após a faxina contra a corrupção. Hervé Falcioni disse ainda que " mais de 100 mil contas sob suspeita no Banco HSBC na Suíça " e acredita ele que novos nomes ligados ao esquema de fraudes ligados a Petrobrás irão ainda vir à público. Procuradores da República que atuam nas investigações da Lava Jato preferem não utilizar ainda dados do "Swissleaks" e sim daqueles oferecidos pelo Ministério Público da Suíça. É que temem riscos de "nulidade" e ou de " contaminação " nas investigações que estão em curso na Lava Jato tanto no Brasil quanto ao acompanhamento em outros países. Aliás, são dezenas de países em que a Lava Jato estende-se: Panamá; Peru; Suíça; Bahramas; Caymãs; Portugal; Angola; África do Sul; Costa Rica; Chile; Venezuela; Colômbia; Bolívia; Argentina; Uruguai; Estados Unidos; França; Inglaterra; Itália; Espanha; China; Panamá; dentre outros.

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