Sábado, 17 de Novembro de 2018
Investigações apuram desaparecimento do Jornalista Jamal dentro do consulado da Arábia Saudita em Istambul (Turquia)
Áudio está em poder de investigadores na Turquia que apura a morte do Jornalista saudita Jamal Khashoggi,60, dentro do Consulado Árabe em Istambul (Turquia)
17/10/2018 | 19:14
Postado por: Destaque Catarina
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Segundo o jornal da Turquia Yeni Safak e também o New York Times nesta semana, destacam que 15 pessoas atuaram na prática macabra de esquartejamento do jornalista saudita Jamal Khashoggi,60, que residia desde ano passado nos Estados Unidos e escrevia ao Jornal The Washington Post e que no dia 2 de outubro foi até ao Consulado da Arábia saudita, em Istambul (Turquia), a fim de providenciar um documento para seu casamento.

 

O que ocorreu lá dentro do prédio do consulado árabe é algo aterrorizante e macabro diante do que se pode imaginar com atuação de 15 pessoas atuando na prática de esquartejamento do corpo de Jamal Khassoggi, sendo quatro destas 15 pessoas ligadas ao príncipe herdeiro, o monarca Mohammad bin Salman, 33 anos e herdeiro do trono da Arábia Saudita.

 

Mas, o que levaria uma autoridade que assumiu o governo da Arábia Saudita em abril de 2015 à autorizar um crime desta natureza ? Mohammad bin Salman; tão logo assumiu o governo monarca; promovera várias reformas profundas na Arábia Saudita como a de autorizar a prisão de muitos corruptos e mafiosos, incluindo príncipes e até militares e levar a Arábia Saudita ao campo mais moderado como ao de autorizar as mulheres a dirigir veículos, abrir cinemas e autorizar que mulheres assistam a jogos de futebol nos estádios juntamente com os homens; ser contra a poligamia que vigora na Arábia Saudita e também defender um Islã mais tolerante e aberto? Mesmo que o jornalista saudita Jamal Khashossi tenha sido um severo crítico a monarquia saudita, não se justifica em hipótese alguma prática criminosa como a que está sendo levada a suspeita, já que não foi ainda encontrado o corpo de Jamal Khashoggi.

 

As investigações estão ocorrendo em Istambul e sendo acompanhadas de perto por especialistas e representantes diplomáticos de vários países, inclusive, dos Estados Unidos. Jamal teria sido interrogado dentro do prédio do consulado árabe em Istambul, mas há suspeitas de que sequer chegara a ser interrogado, pois assim que adentrou ao prédio; foi em seguida submetido à torturas e à morte, antecipada por esquartejamento. Riad, segundo fontes dos EUA, CNN, The New York Times e The Wall Street Journal, consideram que Riad planeja admitir em uma declaração que o jornalista Jamal foi submetido a um interrogatório de uma operação de inteligência que deu errado, mal sucedida e que resultou nesta ação macabra não autorizada pelo príncipe Mohammad bin Salman.

 

Ou seja, foi uma decisão deliberada de algum daqueles homens presentes dentro do prédio do consulado Árabe saudita em Istambul. O cônsul árabe saudita que estava atuando em Istambul (Turquia), deixou o país na terça-feira (16). O mundo cobra respostas de Riad sob aspectos de que a Arábia Saudita possa sofrer represálias e estremecer ainda mais as relações políticas - diplomáticas.

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