Quarta-Feira, 17 de Janeiro de 2018
Juiz Federal Sergio Moro autoriza MP acessar o sistema Drousys que Odebrecht operacionalizava
O Sistema Drousys que empreiteira Odebrecht usava para pagamentos milionários de propinas; será acessado pelo MP por autorização do Juiz Sérgio Moro
20/12/2017 | 20:34
Postado por: Destaque Catarina
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O Juiz Federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato que investiga crimes praticados e descobertos pela Operação Lava Jato, autorizou na quarta-feira (20, que o Ministério Público Federal acesse o sistema chamado " Drousys ", da Draft Systems, que operacionalizava os pagamentos milionários de propinas para centenas de políticos mafiosos e corruptos e que estão respondendo processos na Justiça. A decisão faz parte do acordo de leniência da empreiteira Odebrecht e que agora somente o Ministério Público Federal terá acesso às informações ali contidas no sistema " Drousy ".

 

O sistema " Drousys " armazena a contabilidade paralela da empreiteira Odebrecht até ser descoberto o esquema pela Polícia Federal nas investigações da Lava Jato. O sofisticado sistema de pagamentos ilegais e que chegaram detalhados por parte de dezenas de executivos da Odebrecht presos pela Polícia Federal durante delações revelaram o uso deste sistema "Drousys ". O Ministério Público terá prazo de 15 dias para verificação de todo o arquivo do sistema Drousys utilizado pela Odebrecht e após toda do documentação será entregue à Polícia Federal, em Curitiba (PR), onde ficará sob forte esquema de segurança e proteção.

 

Até o FBI teve surpresa com o tamanho do esquema de corrupção da Odebrecht. Veja:

A Secção da Divisão Criminal de Justiça dos Estados Unidos, com sede em Nova York; através do departamento de Justiça encarregado de investigar crimes financeiros, inclusive internacional; através do documento número 16-643 ( R.J.D. ); ( T.18.U.S.C.; 371 e 3551 ..) destaca sobre o esquema de pagamentos milionários de propinas realizados pela Odebrecht em países como: Panamá ( cerca de 59 milhões de dólares em 2010); Moçambique ( US$ 900 milhões em 2011 ); Peru ( de 2005 a 2014 cerca de US$ 29 milhões); Guatemala foram pagos em propinas US$ 34 milhões; Angola em 2006 cerca de US$ 8 milhões; México de 2010 a 2014 pagos em propinas cerca de US$ 10,5 milhões; Argentina em 2007 pagos em propina US$ 35 milhões; Venezuela com pagamentos e propinas pela Odebrecht na ordem de US$ 98 milhões entre os anos de 2006 a 2015; República Dominicana entre 2001 a 2014 foram pagos pela Odebrecht em propinas cerca de US$ 163 milhões; Colômbia em 2009 cerca de US$ 50 milhões; Equador em 2007 cerca de US$ 35 milhões e no Brasil um montante financeiro milionário que ainda vem sendo investigado e que poderá ultrapassar centenas de milhões em propinas para uma gama de políticos mafiosos e corruptos. Além destes países onde a Odebrecht atua realizando obras; investigados também formação de cartel e ainda transferências bancárias bilionárias para diversos paraísos fiscais, com destaque em Antíqua.

 

Um dos bancos utilizados para estas transferências de pagamentos d propinas foi o Austrian Bank, dentre outros. Investigações apontaram também uso de várias offshores para estes esquemas ilícitos de transferência bilionárias. O esquema de corrupção gigantesco utilizado pela Odebrecht surpreendeu até o FBI. E com mais informações que o empresário Marcelo Odebrecht ainda deverá repassar à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, agora que já está em regime de prisão domiciliar após permanecer mais de 2 anos e meio detido numa cela de 12 metros na carceragem do prédio da Polícia Federal, em Curitiba (PR), certamente ainda surgirão muitas novidades sobre a série de atos ilícitos praticados pela Odebrecht. Outras linhas investigatórias da Polícia Federal e do Ministério Público Federal ainda continuam, agora ramificadas e atingindo praticamente todo o país e até no exterior. Documentos remetidos pela Justiça da Suíça ao Brasil; assim como de outros vários países, incluindo os Estados Unidos;l estão ambos sendo analisados.

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