Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019
Operação Alcatraz vai revelar mais desvios de verbas públicas em Santa Catarina após prisão de uma quadrilha. Esquema existe desde 1996, disse empresário
Operação Alcatraz que de início constatou desvios acima de mais de R$ 130 milhões dos cofres públicos de SC, poderá avançar e revelar muito mais sobre os desvios nos cofres do estado
04/06/2019 | 23:03
Postado por: Destaque Catarina
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A Operação Alcatraz da Polícia Federal (PF), que levou 11 pessoas à prisão no dia 30 de maio, e que foi deflagrada nas cidades catarinenses de Florianópolis, São José; Antônio Carlos e Ituporanga além de Vinhedo (SP); poderá revelar muito mais dinheiro roubado dos cofres públicos de Santa Catarina.

 

A Operação Alcatraz sob determinação da Vara Federal da Capital de Santa Catarina (Florianópolis); fez com que esta ação da Polícia Federal (PF), cumprisse 42 mandados de busca e apreensões, sendo duas delas no sítio e apartamento que pertencem ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - Alesc, deputado Julio Garcia (PSD). O sítio fica localizado em Florianópolis e o apartamento no centro de Florianópolis (SC).

 

O esquema criminoso descoberto através desta Operação Alcatraz em Santa Catarina revelou de início das investigações um desvio financeiro dos cofres públicos do Estado de SC em mais de R$ 130 milhões. As investigações continuam e sendo ampliadas e os desvios de recursos públicos podem surpreender ainda mais a população catarinense diante do tamanho do rombo financeiro, já que a administração governamental estadual se vê há décadas diante de dívidas financeiras elevadas e que comprometem o atendimento nas áreas essenciais dos serviços públicos para a população catarinense: Saúde; Educação; Segurança Pública e da própria manutenção de despesas outras do governo do Estado de Santa Catarina.

 

Descoberta de roubalheira de dinheiro público em SC repercute

A repercussão política e administrativa diante da Operação Alcatraz, sacudiu Santa Catarina e deverá ter repercussão já deste início da semana dentro da Assembleia Legislativa; no Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC), onde o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de SC Julio Garcia (PSD), atuou como conselheiro antes de retornar novamente para a Assembleia Legislativa e agora como presidente desta Casa. O TCE/SC possui assim como a Alesc; o dever de fiscalizar os gastos públicos tanto do governo estadual quanto de prefeituras em Santa Catarina. Julio Garcia (PSD), não chegou ser preso nesta Operação Alcatraz, mas corre sério risco de parar na prisão.

 

Ele terá que explicar para a Polícia Federal e ao Ministério Público Federal sobre as acusações que lhe recaem após esta etapa inicial da Operação Alcatraz, como a de recebimento de imóveis através de terceiros, ou seja " laranjas " e também de recursos financeiros, dentre outros benefícios. Segundo informações o presidente da Alesc deputado estadual Julio Garcia (PSD), irá pronunciar-se sobre este assunto, após averiguar o inquérito contra ele.

 

Empresário preso na Operação Alcatraz disse à PF que o esquema de desvios financeiros dentro do Governo de SC existia desde 1996

O rombo financeiro praticado pela quadrilha de corruptos e mafiosos que tem em conluio vários agentes públicos e empresários presos pela Operação Alcatraz, poderá ser apenas a ponta desta linha de desvios financeiros praticados desde muitos anos atrás. Somente neste caso da Operação Alcatraz envolve desvios acima de R$ 130 milhões, mas tem tudo para ser bem maiores as cifras desviadas. Um dos empresários presos nesta Operação Alcatraz, João Buatim, afirmou que o esquema de desvios financeiros no Governo de Santa Catarina existia desde 1996.

 

O governador Carlos Moisés (PSL, que nada tem haver com este caso da Operação Alcatraz já admitiu que abre toda a administração estadual para que tanto a Polícia Federal; Ministério Público Federal e estadual assim como a Receita Federal realize profundas investigações sobre desvio financeiros do Governo Estadual de Santa Catarina. Vale destacar que a Operação Alcatraz estende-se desde 2009 pegando o final da gestão administrativa do governo de Luiz Henrique da Silveira MDB), passando por Eduardo Pinho Moreira (MDB) e atingindo todo o período do governo de Raimundo Colombo (PSD).

 

E tem ainda suspeitas de que o modo operandi de outras quadrilhas agiam também em governos anteriores desviando dinheiro dos cofres públicos. Daí, a importância de ampliar as investigações a partir desta ação da Operação Alcatraz. da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

 

Notas firas, superfaturamento; empresas de fachadas, uso de "laranjas"; licitações fraudulentas - tudo para roubar dinheiro dos cofres de SC

A quadrilha descoberta através da Operação Alcatraz em Santa Catarina, levou a PF cumprir 42 mandados de buscas e apreensões, além de levar à prisão 11 dos envolvidos na ação criminosa de desvios financeiros dos cofres do governo de Santa Catarina. A Operação Alcatraz em Santa Catarina; mostra parte de uma triste realidade a exemplo do que vem ocorrendo há décadas em outros estados em todo o Brasil. São bilhões desviados por quadrilhas de corruptos, mafiosos que se aparelharam dentro de órgãos públicos em conluio com empresários corruptos e igualmente mafiosos a fim de obterem vantagens financeiras de modo criminoso como descobriu nesta Operação Alcatraz.

 

180 policiais federais atuaram nesta Operação Alcatraz . O trabalho investigatório continua diante das ramificações que atingiu desde a Secretaria de Estado da Administração de Santa Catarina; Epagri; o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - Alesc; deputado Julio Garcia (PSD), além de um agente público que chegou atuar dentro da Secretaria de Estado da Administração e que estava atualmente atuando na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - Alesc sob indicação de Julio Garcia (PSD).

 

A OPeração Alcatraz atingiu também outros vários agentes públicos dentro da pasta da Administração do Governo do Estado de Santa Catarina; bem como de uma servidora comissionada dentro da Secretaria Municipal de Florianópolis (SC); além de dois advogados que atuavam juntos em conluio no esquema criminoso de desvios de recursos públicos e ainda alguns empresários que prestavam serviços superfaturados sendo que em muitos casos sequer prestavam estes serviços a órgãos públicos do Estado de Santa Catarina - serviam apenas como uma espécie de " noteiros "- as chamadas notas frias para sacar dinheiro público dentro do governo do estado de Santa Catarina. E se quiser mesmo aprofundar o rombo financeiro nos cofres públicos de governos anteriores ao do atual Carlos Moisés (PSL), que já admitiu abrir as portas do governo para quaisquer investigação da PF e do MPF assim como da Receita Federal e do Coaf; tem ambos órgãos investigatórios certamente muitas possibilidades de avançar sobre os desmandos financeiros em que quadrilhas, corruptos; mafiosos em conluio saquearam os cofres públicos do governo estadual catarinense.

 

Basta destacar o exemplo das obras de reformas da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis (SC), onde já consumiu mais de R$ 1 bilhão e 200 milhões - dinheiro suficiente para construir quase três pontes ligando a Ilha- Continente. Isto sem mencionar supostas consultorias superfaturas em gestões anteriores ao do atual governador Carlos Moisés, bem como, os abusivos gastos com publicidades e mídia de governos anteriores, além de aditivos milionários para inúmeras obras públicas que possuem indícios de irregularidades em Santa Catarina. Portanto, tem muitas centenas de milhões, alguns bilhões que possivelmente escoaram, foram roubados de forma criminosa dos cofres públicos desde muitas décadas atrás e que foram sendo praticados até bem poucos meses atrás como demonstra a Operação Alcatraz.

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