Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020
VEJA revela o "Delivery de propina" ao ex-governador Colombo (PSD); Vice- Pinho Moreira (MDB) e deputado Júlio Garcia (PSD). Desvios do dinheiro público
VEJA revela o Delivery de propina em SC. Dinheiro em caixas de sapato e de uísque; sacolas e envelopes pardos recheados de grana pública desviada
05/10/2020 | 23:14
Postado por: Destaque Catarina
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Com exclusividade a revista VEJA divulgou matéria n segunda-feira (05), em que a delatora dos desvios milionários dos cofres públicos do Estado de Santa Catarina, através da Secretaria de Administração no governo de Raimundo Colombo (PSD). Sob título : " Delivery de propina ", a reportagem da VEJA mostra teor da delação de Michelle Guerra ao Ministério Público Federal (MPF), na qual mencionou a " mesada " milionária entregues em caixas de sapato; caixas de uísque; sacolas e envelopes pardos ao governador João Raimundo Colombo (PSD), na época dos desvios financeiros e de fraudes, bem como, também entregues " propinas " ao vice - governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), que foi vice na gestão de João Raimundo Colombo (PSD); e ainda ao deputado estadual e que preside atualmente a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina Júlio Garcia (PSD).

 

Delatora Michelle Guerra diz ao MPF como era o esquema de repasses do dinheiro desviado dos cofres públicos de SC

Na reportagem da VEJA, onde o jornalista Robson Bonin destaca que a delação premiada foi fechada com o Ministério Público Federal (MPF), por Michelle Guerra - ex- sócia do escritório operador do esquema de corrupção no governo de Santa Catarina durante comando de João Raimundo Colombo (PSD). Michelle revelou detalhes do esquema criminoso de fraudes e desvios financeiros e de pagamentos milionários para Raimundo Colombo (PSD); Eduardo Pinho Moreira (MDB) e ao deputado estadual Júlio Garcia (PSD). A distribuição de propinas entre os envolvidos no esquema ilícito; segundo Michelle Guerra teve origem em fraudes em contratos públicos na Secretaria de Estado de Administração no governo de Raimundo Colombo (PSD).

 

Segundo Michelle Guerra; o escritório de fachada do ex- secretário - adjunto da Secretaria de Estado de Administração no governo Colombo (PSD); e cujo escritório pertencia a Nelson Castello Branco Nappi Júnior, que servi para esquentar o dinheiro sujo desviado dos cofres públicos do Estado de Santa Catarina através do esquema criminoso envolvendo o grupo político ( João Raimundo Colombo; Eduardo Pinho Moreira e Júlio Garcia ). Segundo Michelle, as empresas beneficiárias das fraudes em contratos públicos com o governo do Estado na gestão de Raimundo Colombo (PSD); " contratavam " o escritório de fachada para repassar a propina na forma de " honorários ". Segundo Michelle ao MPF, ela mesmo fazia os saques em valores no banco " na conta bancária do escritório ", relativos aos pagamentos recebidos de empresas para as quais o escritório não prestou efetivamente " qualquer serviço ". Os valores era entregues imediatamente para Nelson Castello Branco Nappi Júnior; tanto no próprio carro, segundo Michelle, quanto este o acompanhava até ao banco e também no escritório, quando ela ia sozinha ao banco.

 

Ao Ministério Público Federal (MPF), Michelle Guerra disse ainda que o dinheiro de propina era entregues à " emissários do ex-governador Raimundo Colombo (PSD), Eduardo Pinho Moreira (MDB); e Júlio Garcia (PSD) ". Um assessor direto do ex-governador Raimundo Colombo é citado nesta delação de Michelle Guerra ao MPF. Segundo Michelle Guerra, o dinheiro " sujo ", depois de sacado no banco; era " dividido " em quantias e " guardados " em envelopes, sacolas, caixas de sapato e caixas de uísque. Em um dos depoimentos ao MPF Michelle delata, segundo investigadores onde ela começa " descrever " as diversas vindas de Nelson Castello Branco Nappi Júnior ao escritório ( escritório de fachada da organização criminosa "; e com elevadas quantias em dinheiro - além daqueles saques em que ela própria realizava junto ao banco para " dividir " quando então solicitava elásticos, envelopes, caixas de sapatos e caixas de uísque, sacolas para fazer a divisão e entrega do dinheiro.

 

Citou que numa das ocasiões, surgiu Nelson Castello Branco Nappí Júnior ao escritório usando uma maleta azul, " cheia de dinheiro " que Nelson afirmou, segundo ela ter ali R$ 300.000,00 ( trezentos mil reais ). Os investigadores pediram á delatora detalhar como funcionava divisão da propina. " Nelson lhe disse que ele precisava dividir, que esse valores era mesadas do ex-governador Raimundo Colombo; do vice governador Eduardo Pinho Moreira e também do deputado Júlio Garcia ", segundo a delatora.

 

A Polícia Federal (PF), assim como o Ministério Público Federal (MPF), investigaram o esquema fraudulento e criminosa que causou danos milionários aos cofres públicos do Estado de Santa Catarina. O tráfico de influência também foi constatado nas investigações em que Nelson Castello Branco Nappi Júnior era uma espécie de articulador direto do deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa do estado de Santa Catarina- Alesc, Júlio Garcia (PSD), que foi denunciado recentemente na Operação Alcatraz. Júlio Garcia assim que estorou o escândalo da Alcatraz, em coletiva à Imprensa, destacara que não praticara quaisquer ato ilícito e na segunda-feira (05), o ex-governador de Santa Catarina João Raimundo Colombo (PSD), segundo citação de um blog local em Lages (SC), Colombo disse ser novamente vítima de ilações e que não praticara crime algum e que diante de outras denúncias contra ele como a ocorrida na Lava Jato, foi comprovada sua inocência por parte de decisão do TRE de Santa Catarina. Ação processual contra Colombo (PSD) que na época a Corte Superior enviou para julgamento em Santa Catarina.

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