Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020
Alcatraz com matéria bombástica da VEJA. Propinas em caixas de sapato e de uísque, sacolas e envelopes pardo. Faltou usarem cuecas e meias para ser ainda mais ridículo
Faltou uso de cuecas e meias para transporte de propina para ser ainda mais ridículo os desvios. Advogada de SC, revela como eram feitos pagamentos de propinas
06/10/2020 | 19:53
Postado por: Destaque Catarina
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Continua repercutindo nos meios políticos do Estado de Santa Catarina as declarações feitas pela delatora dentro da Operação Alcatraz em Santa Catarina; onde advogada Michelle Guerra, que atuava no escritório de " fachada " para recebimento e pagamento de propinas ao ex-governador de Santa Catarina Raimundo Colombo (PSD), ao vice-governador Eduardo Pinho Moreira ( MDB ); e ao deputado e atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina Júlio Garcia, mostrou como eram realizados os pagamentos milionários.

 

Em delação premiada cujo acordo foi realizado pela Advogada Michelle Guerra junto ao Ministério Público Federal (MPF), e homologado pela Justiça Federal no início deste ano; a delatora do esquema criminoso Michelle Guerra; segundo apontou a matéria publicada no dia 05 deste mês de outubro pela Revista VEJA, revelou com plena clareza como funcionava o esquema de repasses de propinas ao ex-governador Raimundo Colombo (PSD); o vice governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) e ao deputado estadual e presidente da Alesc Júlio Garcia (PSD). Segundo Michelle Guerra, ela mesmo retirava no banco os valores que eram repassados aos beneficiários do esquema criminoso através de interlocutores destes beneficiários da propina que era colocada dentro de caixas de sapatos; caixas de uísque; sacolas e até em envelopes pardos. Para ser ainda mais ridículo a forma de pagamentos de propinas faltaram somente o uso de cuecas, meias e malas como ocorreram em outros casos investigados pela PF e MPF no país.

 

Alcatraz continua repercutindo fortemente nos meios políticos de Santa Catarina

O escritório de " fachada " usado pelas práticas ilícitas de desvios de recursos públicos do governo do Estado através da Secretaria de Estado de Administração em que tinha como secretário-adjunto o seu colega e sócio Nelson Castello Branco Nappi Júnior, braço direito do deputado estadual Júlio Garcia (PSD), segundo apontou investigações da Polícia Federal (PF) e MPF na Operação Alcatraz. Nos meios políticos de Santa Catarina; o assunto relacionado à matéria da Revista Veja, foi dos mais comentados em todas as regiões do Estado Catarinense.

 

Na terça-feira (06), o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina - Alesc Júlio Garcia (PSD), manifestou sua indignação ao destacar que ao longo de sua trajetória de atividades públicas nenhum ato o envergonhou; lembrando de vários mandatos eletivos, junto ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina- TCE-SC onde foi Conselheiro, dentre outros cargos públicos. A Advogada Michelle Guerra, irá cumprir pena de 12 anos decretada pela Justiça Federal e terá que pagar multa de R$ 500 mil que servirá de ressarcimento dos danos pelos atos praticados. Michelle Guerra quando do acordo de delação ao Ministério Público Federal (MPF), através de sua defesa apresentara documentos comprobatórios dos atos ilícitos para que se pudesse então manter e firmar este acordo de delação. A Juíza Federal Janaína Cassol Machado, destacara à Imprensa sobre à importância da homologação deste acordo diante à " posição ocupada pela colaboradora na condição de braço direito do principal operador dentro da esfera pública, indica que sua colaboração trará resultados potencialmente positivos e que dificilmente seriam alçados por outros meios ".

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