Sábado, 23 de Janeiro de 2021
Anvisa interrompe e retorna em seguida estudos da CoronaVac
Anvisa interrompe estudos da CoronaVac e Bolsonaro celebra, mas retorno foi imediato
12/11/2020 | 11:54
Postado por: Destaque Catarina
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Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ), interrompeu na terça-feira (10), estudos clínicos da vacina CoronaVac, sendo testada pelo Instituto Butantan em parceria com uma empresa da China, a Sinovac. Mas já na quarta-feira (11), foi retomado os estudos por autorização da própria Anvisa. O imunizante está no centro de uma disputa política entre o presidente da República Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória.

 

A repercussão negativa diante da celebração por parte de Bolsonaro com esta interrupção de estudos clínicos de uma vacina de combate ao novo coronavírus Covid-19, demonstra insensibilidade e despreocupação com amplas iniciativas de estudos por parte de centros de estudos clínicos em prol de concluir o mais breve possível uma vacina contra o vírus que gerou a maior pandemia do mundo - a da SARS CoV-2 ( novo coronavírus- Covid-19).

 

Povo não está vacinado contra Covid-19, mas contra demagogos e populistas provavelmente sim

Pandemia da Covid-19 que já infectou mais de 51.000.000 milhões de pessoas e matou mais de 1.200.000 mil pessoas e que somente no Brasil atingiu a morte de 169.000 mil pessoas e infectando outras mais de 6.000.000 milhões de pessoas. Bolsonaro no início desta pandemia da Covid-19 a denominou de " gripezinha ", deixando um ministério do porte da Saúde mais de três meses sem um titular na pasta. Bolsonaro fez uma série de atos públicos sem uso de máscara e desrespeitando orientações outras da OMS como a de manter distanciamento social.

 

Bolsonaro seguiu passos semelhantes ao que o presidente derrotado dos Estados Unidos, o mafioso; sonegador de impostos e trapaceiro político norte-americano Donaldo Trump fez ao longo desta pandemia da Covid-19. Atos que poderão levar o presidente da República Jair Bolsonaro ao mesmo caminho: ou seja, à derrota em 2022.

 

Ataques às comunidades LGBT; insinuações de segregação racista; dentre outras manifestações antidemocráticas que colocam em risco sua reeleição ao cargo presidencial em 2022. Se Donald Trump deixa a Casa Branca por prepotência e arrogância achando que se manteria no poder para sempre ou quase sempre, no Brasil, Bolsonaro sabe que mesmo dentro de um quartel, um comandante não fica por muito tempo e logo, logo já é transferido. Somente que na política, ocupação de cargo permanente só é realizado em países onde não há democracia e sim, onde ocorre ditaduras. E o Brasil já sabe bem o que é uma ditadura e assim como os Estados Unidos onde maioria do eleitorado rejeitou o modelo de governo de Trump, no Brasil, em 2022, caso Bolsonaro não reveja sua postura política; certamente o caminho será o mesmo: saída definitiva do cargo presidencial. Se o povo não está ainda vacinado contra a Covid-19, pelo menos deve estar já vacinado contra demagogos e populistas.

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