ESTARRECEDOR CASO VORCARO COM STF: TRÊS PODERES ESTARIAM SOB DOMÍNIO DE MÁFIAS, QUADRILHAS E ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS ?
Somente uma profunda e ampla investigação poderá confirmar ou não se os três Poderes no Brasil estão ou não sob domínio de máfias, quadrilhas ou organizações criminosas. Avalanches de escândalos de corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e desvios bilionários dos cofres públicos no Brasil revelam a gravidade a que chegou o país. Governo Federal, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF), ambos Poderes constituídos, estariam, segundo as alegações apresentadas neste texto, literalmente apodrecidos e dominados por “cupins” há décadas. Entre os casos mais recentes, além de tantos outros semelhantes, como Mensalão, Zelotes, Lava Jato, INSS e BRB, estaria o caso envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo as investigações atribuídas à Polícia Federal (PF) e diante da quebra de sigilo determinada pelo ministro André Mendonça, do STF, os elementos investigativos revelariam como Daniel Vorcaro teria buscado aproximação com ministros do STF, senadores, diretores do Banco Central e integrantes do Governo Federal, a fim de obter vantagens e riquezas de forma ilícita. O Brasil precisa, com urgência, de profundas investigações sobre o caso do Banco Master e sobre as acusações envolvendo Daniel Vorcaro. O relatório da Polícia Federal que apontaria 52 contatos entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro seria, segundo o texto, estarrecedor. Daí decorreria o interesse manifestado na sessão realizada em 15 de setembro pelo STF, na qual sequer teria ocorrido menção ao nome de Daniel Vorcaro por parte dos ministros naquela sessão. O texto interpreta esse fato como uma possível tentativa de abafar ou distanciar a ligação de Daniel Vorcaro com vários ministros do STF, bem como com os senadores Ciro Nogueira e Davi Alcolumbre, com o ex-deputado federal e ex-ministro das Comunicações Fábio Faria e com o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, todos citados, segundo o texto, nas investigações realizadas pela PF. O relatório estaria no Supremo Tribunal Federal para análise e para decisões que poderão definir se serão ou não abertas investigações tanto contra os ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça quanto contra os demais citados no relatório da Polícia Federal. A sociedade brasileira exige uma resposta do Supremo Tribunal Federal (STF), que, na sessão de 15 de setembro de 2026, teria optado, por maioria, por protelar a decisão.
A gravidade de casos como o mais recente envolvendo o Banco Master e as ações atribuídas a Daniel Vorcaro revelaria, segundo o texto, a fragilidade da democracia brasileira. Mais grave ainda seria o agravamento do caminho para que o Brasil encontre um ambiente no qual milhões de cidadãos brasileiros se sintam garantidos e tranquilos quanto aos seus direitos coletivos e individuais, que estariam ameaçados por mafiosos e corruptos. Direitos consagrados e assegurados pela Constituição estariam sendo deixados de lado, submetidos aos interesses de máfias, grupos criminosos e supostos golpistas financeiros, como no mais recente caso envolvendo o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Como teriam revelado as investigações realizadas pela Polícia Federal (PF), cujo relatório apontaria a gravidade dos encontros e contatos por mensagens de celular entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, haveria ainda alegações sobre supostos pagamentos mensais de R$ 500 mil realizados por Daniel Vorcaro a Kevin Marques, filho do ministro do STF Kássio Nunes Marques. Segundo o texto, os repasses financeiros teriam sido realizados por meio da Consult Inteligência Tributária. Na tumultuada sessão do STF realizada em 15 de setembro, o ministro Nunes Marques teria negado que seu filho tivesse prestado serviços ao Banco Master.
Diretor do Banco Master a Vorcaro: “Dominado aqui”, referindo-se ao filho do ministro do STF Nunes Marques.
O nome do filho do ministro do STF Nunes Marques teria sido citado em conversas ocorridas em 2024 e 2025 entre Daniel Vorcaro e o diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, nas quais seriam mencionados pagamentos mensais de R$ 500 mil para Kevin Nunes, filho do ministro do STF Nunes Marques. Os repasses seriam realizados por meio da Consult Inteligência Tributária e teriam sido revelados pela Folha de S.Paulo e confirmados pela CNN. Em outubro de 2024, os dois teriam trocado mensagens sobre uma decisão favorável em um processo envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro, de interesse do Banco Master. O caso envolveria a Destilaria Alcídia, do grupo Atvos, que cobrava da União uma reparação por prejuízos provocados na década de 1980. Uma eventual decisão favorável à empresa poderia ter impacto sobre a carteira de precatórios do setor mantida pelo Banco Master, que, segundo a PF, superaria R$ 10 bilhões. O julgamento sobre o caso teria ocorrido logo em seguida, com decisão favorável à empresa Alcídia. O STF teria votado por 3 a 2 a favor da tese, com voto, inclusive, do ministro Nunes Marques. Votaram a favor da usina Edson Fachin, Dias Toffoli e Nunes Marques, enquanto Gilmar Mendes e André Mendonça foram contra. Naquela ocasião, Luiz Rennó teria dito a Daniel Vorcaro, do Banco Master: “Vencemos Alcídia”, mencionando o placar no STF. Na sequência, teria compartilhado, segundo as investigações da PF, o contato de Kevin Marques, filho do ministro do STF Nunes Marques, escrevendo: “Dominado aqui” (sic).
Daniel Vorcaro ri “kkkkkkk” sobre pagamentos para filho de ministro do STF.
Já em 2025, mensagens entre dirigentes do Banco Master e Daniel Vorcaro voltariam a mencionar Kevin Marques, filho do ministro do STF Nunes Marques. Em julho do mesmo ano, Luiz Rennó teria enviado novamente o contato do filho do ministro do STF e dito: “Esse aqui — 500 mil/mês — mantém / kkkkkkk. Então esse aqui já era”. Daniel Vorcaro teria respondido: “kkkkkkk”. Em agosto de 2025, novamente Rennó teria citado repasses: “Dos pagamentos essenciais está faltando a Consult” e, na sequência, encaminhado o contato de Kevin Marques: “Esse aí. Único ‘meu’ que faltou”.
Vorcaro literalmente “deitou e rolou” para cima dos três Poderes.
O relatório da PF sobre o caso do Banco Master e as investigações envolvendo Daniel Vorcaro revelariam articulações que incluiriam patrocínios milionários para eventos dentro e fora do Brasil, como em Londres e Paris, além de eventos em Lisboa e nos Estados Unidos, sem contar os realizados no Brasil, como uma grande festa em uma boate de São Paulo (SP), que teria ficado conhecida como “Festa dos Pelados”, com a presença de 120 mulheres “selecionadas” pela organização e oriundas do exterior. Segundo o texto, Daniel Vorcaro acompanharia passo a passo as ações de sua assessoria. Um empresário que teria colaborado com a Justiça e com a PF teria declarado que “entregava malas” com dinheiro em espécie a pessoas cujos nomes seriam determinados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As investigações da PF, conforme descritas no texto, também tratariam de reuniões entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, para discutir e elaborar o programa de um evento jurídico na Europa. Um desses eventos teria sido cancelado na véspera, gerando preocupação para a assessoria e para o próprio Daniel Vorcaro. O relatório da PF teria apontado, entre diversas questões investigativas, um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de advocacia no qual atua Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, e o Banco Master. Segundo o texto, o negócio teria envolvido, além de pagamentos financeiros, a inclusão de um avião e de um helicóptero no contrato para o escritório de Viviane Barci de Moraes. Outro aspecto das investigações da PF trataria de uma conversa entre o ex-deputado federal Fábio Faria e Daniel Vorcaro, com o encaminhamento de uma mensagem de um terceiro não identificado falando sobre “convidar o DPF Andrei”. Na conversa, teria sido perguntado: “O que acha de eu convidar o DPF Andrei?” e, posteriormente: “Aí fechamos o PGR e o DPF”. Fábio Faria teria respondido: “Acho ótimo”, segundo o texto. Em seguida, Vorcaro teria dito: “Confirmando... podem entrar em contato lá na PF. Ele aceitou”. Segundo o relatório da PF, na análise dos demais chats de conversas no aplicativo WhatsApp, utilizando pesquisas por palavras-chave relacionadas ao nome “Andrei Passos”, teriam sido identificadas menções a pessoas que poderiam se tratar de Andrei Passos, seguindo-se os próximos passos da investigação por parte da PF, conforme constariam no relatório encaminhado ao STF.
Ex-deputado federal Fábio Faria aparece no relatório da PF em diálogos com Daniel Vorcaro.
Um dos contatos entre Fábio Faria e Daniel Vorcaro teria ocorrido em 3 de abril de 2024, tratando sobre a participação de convidados selecionados em evento na Europa, com todas as despesas pagas pelo Banco Master. Em 19 de junho de 2025, em outro evento na Europa, mais precisamente em Londres, Ciro Soares teria dito a Daniel Vorcaro: “PG confirmou a ida para Londres”. Em seguida, Ciro teria questionado se “Pedrinho, filho do PG, pode ir com a gente”. Vorcaro teria respondido afirmativamente: “Óbvio”. Segundo o texto, “PG” trataria-se de Paulo Gonet, procurador-geral da República. As investigações da PF também teriam identificado diálogos com Daniel Vorcaro envolvendo assuntos relacionados a eventos e à participação de autoridades. Em uma dessas conversas, teria sido mencionada a frase: “Agora vai ter plantação de charuto e barril de Macallan”, atribuída a Daniel Vorcaro. Paulo Gonet, segundo o texto, teria brincado sobre a expectativa de um evento organizado por Vorcaro: “Tomara que tenha charuto e Macallan”, recebendo uma resposta irônica de Daniel Vorcaro sobre providenciar os barris de Macallan e a “plantação de charutos”. O relatório da PF, segundo o texto, iria muito além, discriminando detalhes sobre diálogos com diversas pessoas que poderão, eventualmente, ser alvo de abertura de inquéritos, para que a Justiça e o Ministério Público Federal (MPF) possam deliberar sobre os procedimentos e processos relacionados ao caso envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.