OPERAÇÃO ILEGAL DE CASSITERITA  DA  TERRA YANOMAMI LEVA PF INVESTIGAR O CANTOR  ALEXANDRE PIRES  E UMA EMPRESA

O cantor Alexandre Pires, de 50 anos, é investigado pela Polícia FederAL (PF), por suspeita d eintegrar um esquema de lavagem de dinheiro com venda ilegal de cassiterita extraída da Terra indígina Yanomami, em Roraima. Segundo a investigação, Alexandre Pires e a empresa de produção musical dele, a A.P.N. Serviços Ltda ( produtora musical ), são investigados de terem sido utilizados para fracionar, ocultar e dissimular valores obtidos com a fraude envolvendo a venda de casssiterita. Segundo a investigação da PF, Alexandre Pires e a empresa dele receberam R$ 31 milhões de firmas apontadas como parte da organização criminosa. À imprensa, a defesa do cantor Alexandre Pires, nega envolvimento.

O artista Alexandre Pires e os empresários Diego Possebon e Matheus Possebon, foram alvos da Polícia Federal (PF), na quarta-feira (23/9). A operação da PF faz parte da segunda fase da Operação Disco de Ouro. Ação da PF, em Roraima, cumpre 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais para sequestro de bens e valores, expedidos pela 4a. Vara da Justiça Federal em Boa Vista ( Roraima ). Não há até o momento mandados de prisão, segundo informações. A cassiterita é um mineral de óxido de estanho sendo considerada a principal fonte mundial para obtenção de estanho metálico e uma de suas aplicações é utilizada na produção de estanho para soldas, além de fabricação de folhas -de- flanders ( latas de embalagens ), ligas metálicas e processos de polimento. A Cassiterita é conhecida no garimpo como sendo o " Ouro negro " e ganhou enorme valor de mercado internacional, tornando-se alvo de exploração clan destina em áreas protegidas como a Terra Indígena Yanomani, em Roraima.