Viúva e filho de vereador encontrado morto em Chapecó recebem proteção policial
Darci Debona | darci.debona@diario.com.br
A viúva e o filho do vereador Marcelino Chiarello (PT),encontrado morto no dia 28 de novembro, estão recebendo escolta da Polícia Militar. Desde o crime, a mulher deixou a casa em que morava com Marcelino. Eles temem pela própria segurança.
A viúva nem quer dar entrevista. Enquanto isso, a Polícia Civil segue ouvindo depoimentos.
Nesta quinta-feira, um dos ouvidos foi o vereador Euclides da Silva, um dos suplentes do PT na Câmara. Ele disse que Marcelino chegou a ligar para ele nos dias que antecederam ao crime, dizendo que iria renunciar. Mas ele não levou Chiarello muito a sério, pois costumava fazer brincadeiras. Com a morte do vereador, quem assumiu foi o primeiro suplente Lizeu Mazzioni.
Também foram ouvidas outras pessoas ligadas a Chiarello. Há rumores de que as últimas ligações recebidas pelo vereador teriam sido apagadas e que as informações repassadas pela operadora estariam incompletas.
O delegado Ronaldo Neckel Moretto, que conduz as investigações, disse que o celular está sendo periciado. Ele também aguarda a conclusão do laudo do Instituto Geral de Perícias para esclarecer alguns pontos. Ele não divulga informações para não atrapalhar as investigações.
O coordenador do IGP em Chapecó, Jean Osnildo dos Santos, informou que os exames foram minuciosos. A cena do crime também foi periciada.
Algumas amostras foram para o Instituto de Análises Forenses de Florianópolis, para análises toxicológicas e patológicas. Esse exame pode apontar se o vereador foi envenenado antes do suposto enforcamento. A tese de suicídio foi descartada.