Um tempo para cada time: Figueira e JEC empatam por 3 a 3 no Scarpelli
Em um clássico estranho e perigoso, onde cada equipe venceu um tempo marcando três gols, Figueirense e Joinville tiveram que se contentar com um empate por 3 a 3, na tarde deste domingo, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. E mais: viram o Metropolitano assumir a liderança do returno do Campeonato Catarinense. Canuto, Botti e Pablo marcaram os gols do time alvinegro, que passeou com tranquilidade na etapa inicial. Alex, duas vezes, e Lima aproveitaram o cochilo que o anfitrião tirou no segundo tempo e empataram, debaixo do forte calor da capital.
A liderança, que poderia ficar com o vencedor do clássico, acabou nas mãos do Metropolitano, que derrotou o Marcílio Dias fora de casa por 3 a 0, no estádio Sesi, com gols de Elton, Rafael Costa e Maurinho, e agora é a única equipe 100% no returno, com nove pontos. Joinville (com saldo sete) e Figueira (saldo seis) ocupam a segunda e terceira posições, com sete pontos cada.
Vale lembrar que pelo regulamento do Catarinense, não basta conquistar os dois turnos para ser campeão. As semifinais serão definidas pelos vencedores dos turnos mais dois ou três times (caso um vença os dois) com melhor índice técnico em toda a competição.
O próximo compromisso do Figueira é contra o agora líder Metropolitano, fora de casa. O Joinville recebe o Atlético Ibirama. Os dois jogos serão no próximo domingo.
Taça antes do jogo
Um fato pouco comum antes da partida: com a entrega da Taça Polícia Militar Rodoviária Estadual ao capitão do Figueirense, Wilson, pelo título simbólico do primeiro turno da competição, os jogadores chegaram a ensaiar o que seria uma volta olímpica antes mesmo da execução dos hinos e do apito inicial.
Com a bola rolando, o primeiro lance real de perigo veio pela direita, aos 15, com João Henrique acertando um chute perigoso que bateu no travessão do Figueira. Um minuto depois, o time da casa respondeu com Guilherme Santos cruzando para Julio Cesar cabecear com perigo para a defesa do goleiro Ivan. Mas na cobrança de escanteio, o zagueiro Canuto testou forte. O arqueiro do JEC tentou, mas a bola passou entre suas mãos e entrou: 1 a 0 para o Alvinegro.
O gol obrigou o Joinville a partir para cima do Figueira, e aos 19, Bruno Rangel chegou com perigo na área pela esuqerda, mas o zagueiro Sandro chegou a tempo de prensar o chute. Isso fez com que os anfitriões encontrassem mais espaços. Aos 22, em blitz alvinegra, Canuto obrigou Ivan a fazer outra boa defesa.
Mas aos 34, após belo passe de Julio Cesar, Roni conduziu a bola pela direita cruzando na medida para Botti cabecear consciente no canto esquerdo e ampliar o placar: 2 a 0. O Joinville sentiu o golpe e parou. Aí, precia que as coisas ficariam fáceis para o Figueira, que marcou o terceiro. Aos 40, Guilherme Santos fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro na pequena área para Pablo apenas escorar para redes e marcar o terceiro.
Futebol tem dessas coisas...
Na etapa final, o Figueirense voltou tentando administrar o resultado, acreditando que tudo estava garantido, e acabou pagando por isso. Aproveitando dois cochilos da zaga alvinegra, o Joinville, que não tinha sequer chegado ao ataque até então, marcou dois gols em menos que um minuto. Aos 27, Pedro Paulo entrou na área e tocou para Alex, que protegeu a bola e chutou colocado no canto. O Figueira ainda tentava entender o que aconteceu, quando vou o JEC marcar o segundo. O mesmo Alex recebeu passe rápido de Lima e tocou da entrada da área para o fundo das redes.
Os dois gols deixaram a equipe do Figueira completamente desajustada. O técnico Branco mexeu no time botando Doriva e Niell nos lugares de Toró e Botti tentando acertar o que até então parecia estar dando certo. Mas aos 31, em boa jogada pela direita, Eduardo cruzou na área e, após desvio no meio, a bola encontrou Lima no segundo pau. O jogador se esticou todo para ajeitar o corpo e empatar o jogo em 3 a 3. Foi o centésimo gol dele com a camisa do Joinville. E o 101º quase veio em seguida, em lance que acabou com a zaga alvinegra afastando o perigo.
Nos acréscimos, cada equipe teve a sua chance de desempatar o clássico. A do Figueirense foi aos 46, com Guilherme Santos batendo forte para o goleiro Ivan bater roupa. No rebote, Luiz Fernando acertou a trave, mas estava impedido. A do JEC aconteceu no minuto seguinte, em cobrança de falta cometida em cima de Lima na entrada da área. Ele mesmo cobrou por cima do gol. O resultado acabou soando justo, com um tempo para cada time, e nenhum dos dois assumindo a liderança, que ficou com o Metropolitano, este sim, vencendo um jogo inteiro por 3 a 0.
E não foi o único 3 a 3 movimentado...
O empate em seis gols no clássico não foi o único na rodada. No estádio Roberto Santos Garcia, o Camboriú, que chegou a estar vencendo por 2 a 1 e sofreu a viradaem seguida, arrancou um empate por 3 a 3 com o Chapecoense. Clênio abriu o placar aos 28 do primeiro tempo, mas Fabinho empatou aos 11 do segundo. O mesmo Clênio voltou a balançar as redes dois minutos depois. E mais uma vez Fabiano, aos 24, empatou. Eliomar, aos 38, virou para a equipe de Chapecó, e Peixoto, aos 44, garantiu o ponto para o time da casa, o primeiro no segundo turno.
O Criciúma derrotou o Brusque por 1 a 0 fora de casa, no estádio Augusto Bauer, e pulou para a quarta posição na classificação, com seis pontos. Anderson Conceição, aos 37 minutos do segundo tempo fez o gol da vitória.