Caos em SC na Saúde Pública

Hospitais em \"frangalhos\" como disz o presidente do SindSaúde ( entidade que representa os servidores públicos da Saúde do estado de Santa Catarina), Paulo P. Chagas. UTIs com redução de leitos, outras suspendendo o atendimento e até Emergências suspendendo o atendimento, priorizando tão somente situação de risco eminente como da chegada de veículos do SAMU aos hospitais em Santa Catarina. A situação é considerada extremamente grave devido ao fato que a  situação diante à greve dos servidores que já ultrapassa mais de um mês, e sem o acordo, ou seja, sem uma contraproposta por parte do Governo do Estado que atenda às reivindicações dos servidores da Saúde, ass consequências imediatas são os riscos e prejuízos aos pacientes que estão internados ou daqueles que procuram os hospitais através do SUS. O Governo estabelece a suspensão de pagamentos de salários aos servidores em greve.

 

SindiSaúde destaca
 Uma \"Saúde às claras, desde que a greve foi decretada. Motivos à mesa, fragilidades que o SUS (Sistema Único de Saúde) passa para se manter ativo também. A voz dos servidores da saúde nas ruas, exigindo a atuação do Estado não é à toa. E muito menos limita-se a questão salarial, como o Governo do Estado ; insiste em provocar e a mídia repete sem cuidado. É só conhecer com mais propriedade o que prega o SUS e sua visão de qualidade. Dignidade salarial tem tudo a ver com valorização do servidor, qualidade dos serviços e bom atendimento à população \", destaca o presidente do SindSaúde Pedro P. Chagas.

 

Hora-Plantão
O isolamento do fato na questão da Hora-Plantão, nem mais nas rodas de reivindicações dos servidores, desvia a atenção para a profundidade da situação. A exigência por medicamentos, mais trabalhadores para regularizar o pleno atendimento, as fragilidades de estrutura, a omissão de gestão são escondidos por uma carcaça que mal segura sua fachada, os hospitais estão em frangalhos e isso não é de hoje.

 

Seminário debate situação
O seminário que convocou para o debate entidades e movimentos sociais na quinta-feira, dia 22 de novembro, no plenarinho da ALESC, em Florianópolis, não deu espaço apenas para que a verdade fosse colocada de forma clara, mas demonstrou que esta luta representa o apelo de vários trabalhadores e cidadãos catarinenses. E o que está em jogo é a defesa do Sistema Único de Saúde. “Para o Estado derrotar a greve representa calar a voz de quem denuncia que o SUS não pode ser privatizado”, expôs a diretora Simone Hagemann. Por isso, a necessidade imprescindível de organizar a sociedade para fortalecer o SUS. O presidente do SindSaúde, Pedro Paulo das Chagas, fez uma retrospectiva do movimento. A situação já relatada foi provocada com a mudança na Hora-Plantão, criada há exatos 22 anos para suprir o preenchimento de escala nos hospitais. “Ontem era necessidade de escala, hoje é necessidade de serviço e de salário”, comparou Pedro.