Camerata Florianópolis no CIC

Uma grande e esperada apresentação da Camerata Florianópolis,SC, no sábado, dia 20, no Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura- CIC. Vale conferir em assistir esta que será uma belíssima apresentação, ou seja, a Camerata de Florianópolis. Tchaikovisky e Mozart serão lembrados com suas fantásticas e inspiradas melodias. Veja a seguir:

 

Durante o mês de janeiro de 1777 uma virtuose francesa chamada Mlle. Jeunehomme visitou Salzburg, e o jovem Wolfgang Amadeus Mozart, com 21 anos de idade, admirado com suas qualidades pianísticas, dedicou-lhe o seu magistral Concerto n°9 em mi bemol maior. Muito pouco se sabe a respeito dessa mulher, mas acredita-se que deva ter sido uma refinada pianista, pois o concerto demanda do solista um grande poder de interpretação e técnica brilhante.

 

Dentre os 27 concertos para piano compostos por Mozart, esse é em particular, considerado uma de suas primeiras obras-primas. É dotado de grande inventividade e extraordinária originalidade, distinguindo-o dos concertos anteriores.

 

O concerto se inicia com uma das mais ousadas experiências de Mozart quanto à forma, caracterizando-se pelo diálogo imediato entre a orquestra e o piano na exposição do tema. Essa particularidade nunca haveria de se repetir nos seus demais concertos.

 

De caráter alegre e ao mesmo tempo elegante, o primeiro movimento desenvolve-se com a prevalência do piano muitas vezes retomando o tema principal.

 

Na grande maioria das vezes os compositores do período clássico, precedendo o final de um movimento, permitem uma apresentação do solista sem acompanhamento da orquestra com o objetivo de demonstrar suas habilidades. A esse momento dá-se o nome de cadência. Mozart raramente reintroduz o solista juntamente com a orquestra após a cadência, mas nesse caso em particular, piano e orquestra conduzem juntos ao final do primeiro movimento.

 

O segundo movimento caracteriza-se por sua dramaticidade e lirismo, sendo a primeira vez que Mozart utiliza uma tonalidade menor em um movimento de concerto. O tema é apresentado pelas cordas de uma forma densa e profunda acompanhado em seguida pelo piano de forma bastante emotiva. Solista e orquestra desenvolvem um longo diálogo onde as emoções se intensificam atingindo seu clímax na cadência.

 

O terceiro movimento inicia-se com um solo enérgico e vigoroso do solista que também é absorvido pela orquestra. Na metade desse movimento, inesperadamente, apresenta-se um encantador minueto que elegantemente é introduzido pelo piano. Esse momento é enriquecido de modo poético apresentando-se quatro elaboradas variações. Ao final, Mozart retoma o espírito do início desse movimento, finalizando o concerto de modo exuberante.

 

A Serenata para Cordas em Dó Maior Op. 48, de Piotr Ilyich Tchaikovsky, uma verdadeira sinfonia para cordas de escala camerística, explora a combinação de melodias folclóricas russas com formas clássicas. Nela se vê a influência de Mozart, de quem o compositor russo era grande admirador. O próprio autor declarou ser uma “homenagem a Mozart, concebida em imitação do seu estilo, e eu me consideraria extremamente feliz se pudesse acreditar que pude, pelo menos, aproximar-me do seu exemplo”.

 

Trata-se de uma peça eclética e emocional que mostra o domínio da forma e a veia tipicamente romântica do compositor. A valsa desta Serenata tornou-se um referencial de beleza e de escrita sóbria. A Serenata no todo justifica o porquê de ser Tchaikovsky um admirado mestre da música ocidental européia. A obra foi concluída em 4 de novembro de 1880 e o autor declarou ter ficado bastante satisfeito com o resultado.