Mistério em municipalizações

É o caso da municipalização das Águas em Santa Catarina e que agora chega à um ponto mais interessante que trata-se de saber exatamente porque ocorreu tais municipalizações dos serviços de abastecimento da água e do tratamento de esgoto. O mais estranho em tudo isto diz respeito aos lucros. Quem está levando grana com estes serviços. Afinal, a água é um direito universal.

 

Cada cidadão possui direito à vida e a água é vida. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito- CPI está para ser instalada na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina- Alesc. Mas, porque há tanta resistência na instalação desta CPI ? O medo de investigar assusta alguém?

 

Quem seriam os assustados? O Ministério Público e a Polícia Federal há muito tempo já deveriam estarem investigando a possível roubalheira que existe por detrás destas municipalizações da água em Santa Catarina. O caso de Palhoça, na região da Grande Florianóplis, foi um destes casos, mas existem muitos e muitos outros casos semelhantes a este de Palhoça. Há suspeitas de serviços superfaturados.

 

Suspeita-se que algumas empresas que atuam nestes serviços possuam laranjas representando alguns políticos que articulam decisões políticas facilitadoras e mecanismos a fim de lucrarem muito com estas municipalizações da água e de serviços de esgoto e saneamento básico.

 

Portanto, está na hora do povo catarinense saber mais detalhes sobre como e de que forma está esta situação das municipalizações da água em Santa Catarina. Há muito mistério e cabe ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado-TCE e à Polícia Federal agir nas investigações e muita coisa seria certamente esclarecida sobre o assunto. Afinal, há quase uma década atrás um ex-presidente da Casan que na época exercia a presidência desta instituição, em coletiva à Imprensa na Sala de Imprensa da Alesc-Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina; ao ser questionado por um repórter se defendia uma CPI da Casan, o mesmo respondera que sim, defendia-a.

 

O próprio Governador Raimundo Colombo (PSD) que naquela época era senador também manifestava publicamente esta intenção. Os anos se passaram e até agora nada de investigações. Por quê ? A resposta ainda é um mistério. Naquela época estourou o escândalo do pagamento de ações trabalhistas fraudulentas e surgira a suspeita de irregularidades da Casan em Joinville; Lages e em Florianópolis.