Lages e desvios de verbas públicas da Prefeitura

A Comissão Parlamentar de Inquérito- CPI que investiga denúncias de irregularidades e desvios de dinheiro público na Prefeitura de Lages (SC), deu prazo nesta semana de mais 60 dias para concluir o relatório final do Legislativo Municipal. Diversas pessoas estão sendo acusadas de desvios de verbas públicas deste município da Serra Catarinense.
Há funcionários que chegaram receber até R$ 10 mil mensais de salários quando o real deveria ser menos de R$ 3 mil reais. Um dos funcionários comissionados que já deixou a função chegou a receber mais de R$ 400 mil reais. A funcionária do setor de
Recursos Humanos da Prefeitura de Lages Noemia Terezinha Mendes prestou depoimentos na CPI na última quarta-feira, dia 02 de março. Seu depoimento foi sigiloso à Comissão Parlamentar de Inquérito e deverá contribuir muito nestas investigações. Outro depoimento à seguir será da funcionária Aurélia Schemes dos Santos.
Há muitas controvérsias nos depoimentos e uma delas a de que a servidora Aurélia declara anteriormente deque recebia em torno de R$ 3 mil reais quando documentos da Prefeitura referentes à salários apareceram remuneração acima de R$ 10 mil reais mensais. A CPI aguarda apresentação de documentos de quebra de sigilo bancário de quatro depoentes. O Ministério Público -MP já autorizou a investigação bancária e todas as movimentações financeiras serão anexadas na relatoria final.
 Agora, as investigações passam averiguar também os responsáveis pelo sistema de Informática da Prefeitura que opera a folha de pagamento de salários e também o setor de Recursos Financeiros e Humanos da Prefeitura. Estão também na mira desta CPI os secretários municipais de Administração Antônio César Arruda e o de Finanças Walter Manfrói.
A prefeitura de Lages é administrada pelo segundo mandato consecutivo sob o comando do prefeito Renato Nunes de Oliveira (Renatinho), do Partido Progressista,PP. A mesma sigla dos acusados pelo Ministério Público -MP de desvios de recursos financeiros Paulo Maluf e  Ângela Amin também do Partido Progressista,PP. Paulo maluf desviou cerca de meio bilhão de reais da Prefeitura de São Paulo,SP.
Já Ângela Amin ter´pa que devolver aos cofres públicos de Florianópolis R$ 1 milhão de reais e responde ainda pelo caso da aplicação financeira no Banco Santos, falido e que o Ministério Público requer devolução aos cofres públicos de Florianópolis na ordem de R$ 25 milhões atualizados.
 Em Lages, SC, a entrada da Polícia Federal na complementação das investigações deste desvio de dinheiro público poderá elucidar as suspeitas de que haja pessoas dentro da Prefeitura enriquecendo com verbas públicas, incluindo desvio de dinheiro oriundo também da esfera federal eque deveriam estar sendo utilizados em obras e programas nas áreas da Saúde, Educação, Infraestrutura e assim por diante atendendo às necessidades da população lageana.