Inovar: missão constante
“A mente que se abre a uma nova ideia jamais retornará ao tamanho original”. A máxima do célebre cientista Albert Einstein, mais do que nunca, é verdadeira. O ambiente em que vivemos, de interatividade total, é propício à inovação. Uma ideia gestada aqui, neste exato momento, provavelmente está sendo aperfeiçoada em outro ponto do planeta. Ou seja, a inteligência humana é pulverizada.
Porém, até que os bons projetos sejam materializados, financiados e patenteados como produtos para posterior comercialização no mercado, o caminho é longo. Neste quesito, os melhores resultados recaem sobre os países nórdicos e os Estados Unidos, segundo a Organização Mundial de Propriedade Intelectual. Responsável pelo Índice Global de Inovação de 2013, revelou que o Brasil está numa posição desconfortável: 64ª lugar entre 142 países, não muito diferente de outras nações emergentes. Entre os destaques positivos no ranking, estão a qualidade das nossas principais universidades e os royalties recebidos em relação ao total das exportações.
Isso prova que o Brasil tem no seu DNA a inovação. Mesmo diante da burocracia e do excesso da carga tributária, milhares de empreendedores se aventuram diariamente em busca de novos projetos e soluções tecnológicas. O incentivo de fundações de fomento, de federações empresariais, do próprio Sebrae, tem sido importante para elevar a performance das nossas empresas. Mas é preciso ir além. Uma alternativa seria inserir já no currículo do ensino fundamental disciplinas de projetos inovadores. No ensino médio, as disciplinas ganhariam novo formato e metodologia.
O trabalho é árduo, mas compensador. Preparar as mentes dos jovens para o futuro, enquanto ainda não vivem as exigências do mercado de trabalho, seria investir na formação a longo prazo. Um projeto piloto na área educacional poderia iniciar por Santa Catarina, que já dispõe de polos tecnológicos robustos e empresas de ponta para absorver os futuros empreendedores.
Gilberto dos Passos Aguiar