SC espera por respostas e definições preocupantes
Investigações que tramitam na Justiça de Santa Catarina apontam alguns casos emblemáticos e sem respostas definitivas para a população catarinense. Perto de completar uma década desde que estourou o escândalo do contrato de prestações de serviços que nunca ocorreram entre a Monreal e Celesc e cujo episódio culminou inicialmente com o Ministério Público do Estado de Santa Catarina concedendo liminar à uma ação civil pública da 1a. vara da Fazenda Pública da Capital contra ex-presidentes da Celesc, dentre eles o vice-governador de Santa catarina Eduardo Pinho Moreira (PMDB); diretores e até alguns servidores da Celesc suspeitos de irregularidades no contrato com a empresa paulista Monreal a fim de prestar serviços na cobrança de dívidas de consumidores- serviços que não foram comprovados. 20 pessoas foram indicadas neste caso pelo Ministério Público/SC e acusados de improbidade administrativa.
A decisão do MP é de indisponibilidade de bens no valor total de R$ 224 milhões. Todas as declarações de imposto de renda dos acusados a partir de 2003 foram requeridas pelo Ministério Público de Santa Catarina. O caso entre a Celesc e Monreal envolve inicialmente R$ 51,7 milhões. O contrato entre Celesc e Monreal foi realizado em maio de 2006 até outubro de 2009. Mas, até hoje, sequer houve definição sobre este caso. Enquanto isto, aumentos sucessivos do preço da energia elétrica no país vai cada vez mais dificultando a vida dos brasileiros e, neste caso, dos consumidores catarinenses.
E para onde foi parar o leite adulterado em Santa Catarina ??????
Ninguém sabe. Ninguém viu para onde foi parar milhares de caixas de leite adulterado em Santa Catarina e que no decorrer de 2014 levou 39 pessoas para a cadeia, após uma ação investigatória deflagrada pela equipe do GAECO e Ministério Público de Santa Catarina. Até hoje, sequer houve uma resposta plena para onde foi parar o leite adulterado criminosamente com produtos que podem provocar sérios danos à saúde.
E tem o caso do deputado estadual Romildo Titon (PMDB), na Operação Fundo do Poço
Também sem resposta por parte da Justiça o caso do suposto envolvimento do deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina- Alesc, Romildo Titon (PMDB). Trata-se do caso da Operação Fundo do Poço que culminou com a prisão de dezenas de pessoas envolvidas com irregularidades em contratos de perfurações de poços artesianos e que no ano de 2013 acabou estourando o escândalo atingindo 17 municípios da região Oeste; Meio Oeste e Serrana de Santa Catarina e até no Paraná. Investigações do Ministério Público da Polícia apontaram 881 ligações telefônicas, segundo este relatório envolvendo o deputado Romildo Titon em que o deputado assegurou à Imprensa ser relacionadas à \" doações de campanha\".
Outros casos suspeitos envolvem as obras de recuperação da Ponte Hercílio Luz
Assim como vários casos suspeitos de corrupção em Santa Catarina como daquele envolvendo a secretaria de Estado da saúdee que culminara com a prisão de oito pessoas há cerca de dez anos atrás; outros casos também estão sem respostas até hoje. Ou seja, suspeitas de irregularidades nas obras da Ponte Hercílio Luz; nas obras de rodovias estaduais; em obras de ampliação do Aeroporto Hercílio Luz; no aeroporto regional de Correia Pinto ( obra em atraso há anos ) e que a CGU- Corregedoria Geral da União apontou esta obra na listagem dentre as que estão com irregularidades. Tem o caso da universidade do Planalto Catarinense- Uniplac, onde o processo investigatório simplesmente estagnou junto ao Fórum da Comarca de Lages após passar pela 26a. Promotoria de Justiça em Florianópolis e cujo caso apura possíveis irregularidades. A Uniplac apontou dívidas milionárias e uma série de irregularidades apontadas após feita as investigações. Portanto; a sociedade catarinense merece mais respeito e merece respostas contundentes; transparentes; responsáveis por estes e outras dezenas de casos envolvendo supostos crimes administrativos e, portanto, de corrupção.