Impeachment ? Só se for coletivo !
Diante ao rol de políticos e até empresários envolvidos em escândalos de corrupção e tidos como financiadores de maus políticos, mafiosos que respondem diversos e variados processos judiciais - alguns até ao ponto de já terem sidos cassados; ou seja; não haverem mais mandatos eletivos nas mãos; faz-se com que um possível Impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), seja até certo ponto neste andar da carruagem, um remédio que em praticamente em nada ou pouco adiantaria como solução aos graves problemas do Brasil.
O que poderia sim ocorrer e se a Constituição Federal assim estabelecesse, seria sem dúvidas alguma; haver um Impeachment Coletivo. Isto mesmo ! Um Impeachment Coletivo. Não somente de um ou uma presidenta em caso grave de envolvimento em denúncias de corrupção ou outro ato administrativo que levasse ao rumo de uma decisão de Impeachment.
Tal a gravidade com que hoje encontra-se o aspecto político-administrativo brasileiro; onde bilhões estão sendo desviados dos cofres públicos e parando nas mãos ou conta bancárias até no exterior- em paraísos fiscais como lavagem de dinheiro e utilização de laranjas para disfarçar e ocultar estes recursos que saem do suor de milhões de pessoas deste país e que vão parar nas mãos de mafiosos e quadrilheiros; não será com um Impeachment que solucionará estes graves escândalos deste país.
Retirar o cargo de uma presidenta ou de um presidente no Brasil, pouco efeito fará em termos de melhoria futura ao país. Vejamos: no caso Collor de Mello? Nada adiantou.
Passaram-se poucos anos e lá está de volta ao cargo de senador encenando decisões dos rumos deste país. E que rumos ! O quadro atual está aí mostrando todas as realidades deste país. As mesmas estratégias de fomento às campanhas e ou melhor: às eleições continuam sendo as mesmas praticadas há décadas. É o tal toma lá dá cá. Os milhões que saem em apoio à uma gama de políticos acaba retornando em dobro ou até em triplo nas mãos de quem ajudara a dar suporte financeiro à campanha política.
A Operação Lava Jato retrata muito bem esta realidade. Por isto já se ouvia em véspera de eleições a frase: \" É o tostão contra um milhão\", dita por muitos candidatos de campanha franciscana, pobre, contra candidatos com recursos milionários realizando campanhas políticas durante eleições. Basta ver não somente as prestações de contas junto aos TREs ao longo destas últimas décadas, porém, lembrar de campanhas nas ruas de forma exuberantes ( amplas equipes; diversos carros de sons; muito e variados materiais de campanha, etc,etc); contra candidatos de míseros recursos financeiros, mesmo apresentando propostas bem fundamentadas aos seus eleitores.
Então: Impeachment no Brasil, hoje, somente se for coletivo. Trocar seis por meia dúzia, zera ? Não, porém, se mantém igual, ou seja, sem nenhuma modificação estrutural, política e administrativa. Afinal, a base aliada continuará aliada. Não se sabe exatamente para que tipo de aliança. O que se sabe é que continuarão sendo aliados às mesmas práticas que infelizmente deixaram o Brasil no quadro em que hoje se encontra - na berlinda ! Ao povo brasileiro, cabe rever e quebrar paradigmas. Mostrar a capacidade maior de inteligência e exigir reformas profundas ( política; jurídica e fiscal ).