Economia matematizada
A ordem do governo é controlar a inflação e manter a economia nos trilhos. Estamos vivendo a lógica baseada ma teoria econômica do norte-americano John Keynes, com intervenção do estado para inibir períodos de crise financeira.
Sem ter feito a própria lição de casa, ao realizar gastos públicos abusivos, com custeio da máquina estatal e lançar obras com preços e prazos irreais, sendo as projeções e indicadores de gabinete.
Ora, a economia é uma ciência social, com variáveis tangíveis (a contabilidade, as leis fiscais e tributarias) e intangíveis (a educação, a credibilidade, a gestão, a transparência).
Nada disso é levado em conta. Os brasileiros precisam mais uma vez apertar o cinto, enquanto os mentores da política econômica lançam políticas de curto prazo, coincidindo com os períodos eleitorais – abre e fecha o acesso a recursos e credito, onera-desonera a sociedade com isenção e retorno de impostos. Esses fatores, somados à alta dos juros e à falta de segurança jurídica, comprometem a atratividade ao capital internacional e geram desconfiança no empresariado do país.
Neste momento, é importante recriar um ambiente propicio para que a iniciativa privada se movimente, com a devida regulamentação e fiscalização, fazendo os mercados agirem como mercado. E que as estatais, criadas originalmente para defender o interesse público, voltem-se finalmente para a gestão em prol da sociedade. A grande reforma necessária não é financeira, mas administrativa, o que implica na contratação de executivos comprometidos com a governança, eficiência na gestão, racionalidade operacional e econômica.
No campo das ideias, convém lembrar que as células produtivas cooperativadas são um exemplo importante. Este é um segmento que cresce com uma lógica diferente – resultados coletivos acima dos ganhos de capital. A fórmula tem dado certo em ramos que vão da agropecuária à tecnologia embarcada, com valor agregado. Uma mudança de paradigma que pode trazer esperança aos atuais e novos empreendedores que vêm por ai e que ainda assistirão muitas mudanças no comando da política econômica nacional.
“Se as leis da matemática referem-se à realidade, elas não estão corretas; e, se estiverem corretas, não se referem à realidade.” nos diz Albert Einstein.
Gilberto dos Passos Aguiar
Escritor e Engenheiro
gilbertopassosaguiar@gmail.com
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