Casan é alvo da Lava Jato
A Casan é citada na Operação Lava Jato da Petrobras- o maior escândalo de corrupção e desvios de dinheiro público até agora descoberto pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Supostos pagamentos financeiros através de propinas milionárias e subornos da empreiteira Odebrecht em 38 obras que figuram pela operação Omertá desencadeada pelas investigações da Polícia Federal em todo o país e que encontra na Casan em Santa Catarina possíveis interesses escusos visando a privatização desta estatal catarinense.
Há décadas a Casan vem sendo alvo de denúncias de irregularidades em obras com supostos superfaturamento, bem como, irregularidades nas questões trabalhistas como ao que ocorrera no início da década passada. Um dos recentes presidentes da Casan em entrevista coletiva à Imprensa na Sala de Imprensa da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), quando o atual governador Raimundo Colombo (PSD), disputava uma vaga ao senado federal e chegando, inclusive, eleger-se senador; o mesmo presidente da Casan defendia publicamente uma investigação na Casan. Passaram-se mais de uma década e somente agora, vem à tona o envolvimento da Casan na Lava Jato.
A lista em que aparece a Casan na Lava Jato surge na 35a. fase desta operação investigatória da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF). Estatais o Brasil sempre foram suspeitas de interesses maiores ao do que da sociedade brasileira. Afinal, sócios participam e obtém lucros exorbitantes. As estatais geralmente realizam empréstimos bilionários e quem paga a conta é o contribuinte, ou seja, o consumidor. Obras que deveriam avançar como especialmente na questão do saneamento básico, acabam nunca efetivamente tendo resultados práticos almejados pela população. Em Santa Catarina, há vários exemplos disto. Esgotos são lançados a céu aberto.
Há falta de estações de tratamento e a qualidade da água que a população consome também recai muitas suspeitas em várias regiões do estado. O interesse na privatização da Casan, teve um impacto de debate, inclusive na Assembleia Legislativa de Santa Catarina em 2011, quando o atual governador Raimundo Colombo (PSD); enviou para a Alesc um projeto que visava autorização para a venda de parte das ações da Casan para a iniciativa privada. Houve aprovação deste projeto por 30 votos a 8 e 49% dos papéis da Casan acabaram então sendo vendidos ao setor privado.
O Caso da Casan surge num momento que ocorreu a prisão do ex-ministro Antônio Palocci (PT), há uma semana atrás, diante denúncias de corrupção ativa e passiva; formação de quadrilha; lavagem de dinheiro e fraudes em licitações; envolvendo principalmente a empreiteira Odebrecht - cujo presidente está preso e deverá cumprir uma pena na cadeia por mais de 19 anos devida práticas ilícitas denunciadas na Operação Lava Jato da Petrobras. O senador catarinense e ex-presidente da Casan Dalírio Beber (PSDB) que presidiu a Casan no período de 2011 a 2014 destacou à Imprensa que desconhecia a abertura de nova investigação e negou que havia planos de privatizar a Casan.
E há suspeitas ainda de que a empreiteira OAS assim como a Odebrechet tenha também praticado irregularidades em obras em Santa Catarina. As extensões de investigações na Lava Jato estão em curso e sendo ampliadas diante das imensas ramificações envolvendo centenas de mafiosos. Rombos bilionários diante de tamanha envergadura dos casos de corrupção como do Mensalão; Lava Jato; Fundos de Pensão; BNDES; setor elétrico nacional e em outros setores e que todos somados causaram enormes prejuízos ao país. As investigações deverão manter-se firma neste propósito de passar o Brasil á limpo e o mais breve possível para tirar o país desta profunda crise econômica; social; política e jurídica.