Rebelião em Manaus resulta em massacre, diz comando da PM

Uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus (AM), provocou a morte de mais de 80 pessoas, segundo os primeiros levantamentos desta ocorrência grave deste sistema penitenciário em Manaus, capital do estado do Amazonas. A rebelião começou no domingo,1, sendo controlado somente no decorrer de segunda-feira,2.

 

O Complexo Penitenciário Anísio Jobim fica localizado no KM-8 da rodovia BR-174, em Manaus (AM). A capacidade de abrigar presos é de 454 pessoas, porém, no dia 30 de dezembro de 2016, havia cerca de 1.224 presos. ou seja, 190% de superlotação. Segundo o Secretário de Estado de segurança Pública do Amazonas Sergio Fontes, houve uma espécie de \" massacre\", referindo-se à rebelião no Compaj. Ainda segundo Fontes à Imprensa, destacou que a rebelião é resultado de uma \"guerra\" entre duas facções: a Facção Família do Norte (FDN) e a do Primeiro Comando da Capital (PCC). Muitos presos foram decapitados e outros esquartejados.

 

Entre os mortos está o ex-policial Moacir Jorge da Costa, o \"Moa\", segundo a PM. Na manhã de segunda-feira,2, foram retomadas as negociações entre representantes dos presidiários e a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas. Haviam muita movimentação na frente do Compaj. Muitas viaturas e policiais e até dezenas de parentes de presos que estão no Compaj. Até o Exército se propôs a auxiliar a Polícia Militar na recaptura dos fugitivos. Um dia após esta rebelião, apenas 20 presos haviam sido recapturados.

 

As buscas pelos fugitivos está sendo intensa na região. Equipes do IML- Instituto Médico legal de Manaus (AM), atuaram no trabalho de retirada dos corpos das vítimas. Há uma série de reivindicações em todo o país diante as más condições dentro da grande maioria dos presídios deste país. Insalubridade e más condições que vão desde à qualidade péssima da água; alimentação; atendimento à saúde; revisão de pena e assistência jurídica e de advocacia; bem como; a forma de revistas a parentes de presos que passam por constrangimentos quando destas revistas íntimas. Poucos são os presídios em que há aparelhos de raio-x especial para este tipo de revista em presídios no país.