Chapecó (SC), em destaque com a concessão do Troféu Nelson Galina
A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) elege pela 26ª vez, nesta quinta-feira, o Empresário do Ano, uma homenagem revestida da mais alta credibilidade e legitimidade. O mais importante evento empresarial enseja uma avaliação sobre o papel da ACIC e o momento histórico do País.
Em 71 anos de existência, a Associação atuou como legítimo e autêntico fórum de análise, discussão e busca de solução para problemas coletivos que transcenderam aos limites dos interesses empresariais e atingiram amplo espectro social.
Na área empresarial, a ACIC promoveu a defesa técnica e política das classes produtoras, dos empresários e empreendedores, propugnando por políticas de apoio a expansão industrial, pela dinamização comercial, pelo aperfeiçoamento dos serviços, pela qualificação de gestores.
Outra frente de atuação foi a luta por investimentos infra e superestruturais para a integração e o desenvolvimento de Chapecó e do grande oeste catarinense. A par dos temas de natureza econômica, a ACIC também priorizou as questões sociais, trabalhando pela melhoria da segurança pública, por melhores serviços educacionais e de saúde, pela criação de escolas básicas, técnicas e profissionalizantes e pela interiorização/implantação do ensino superior.
Nesse campo, ajudou a articular políticas públicas de inclusão e sempre cooperou com os poderes públicos. Agora, entretanto, é preciso fazer uma leitura atenta da nova realidade brasileira. Sinais de mudanças e transformações começaram a ser emitidos em 2013, com as gigantescas e espontâneas manifestações de ruas, sem a tutela de qualquer Partido Político.
As eleições de 2018 precisam ser interpretadas como reflexos dessa sede de mudanças. Algumas conclusões são inescapáveis: a sociedade não aceita mais a corrupção endêmica, o descaso com o dinheiro público, a má gestão nas três esferas da Administração Pública (União, Estados e Municípios), os exagerados privilégios e benefícios concedidos a determinados estamentos do funcionalismo público.
A sociedade não aceita mais os serviços públicos ineficientes, as obras públicas superfaturadas e de má qualidade, as carências de infraestrutura de transporte e comunicação. A sociedade não aceita mais as ineficazes estruturas de educação que oferece um dos piores ensinos públicos do Planeta.
A sociedade não aceita mais a insuportável carga tributária que penaliza trabalhadores, consumidores e empresários. A sociedade não aceita mais as condições do Estado Brasileiro, que é gigante, lento, perdulário, caro, ineficiente, desumano. Os novos tempos exigem dos setores público e privado transparência e eficiência na gestão, adesão aos processos de inovação e adoção de sistemas de meritocracia.
As dificuldades da economia brasileira ainda não estão dando tréguas para o empresário, mas há uma esperança generalizada que, em 2019, o País volte a crescer. O mercado ainda não registra melhorias, mas é inegável que as eleições injetaram uma forte dose de otimismo e a Nação está preparada para iniciar um novo e sustentado ciclo de crescimento. Nossa vocação é para o trabalho. Nosso compromisso é com o futuro. Crises não nos assustam, apenas temperam o nosso cotidiano.
Foto/texto/colaboração: Marcos A. Bedin.