Represamento de cirurgias eletivas preocupa em SC e há riscos no país da falta de insumos ao tratamento de câncer
Duas grandes preocupações além da pandemia da Covid-19, continuam ameaçando a saúde de milhões de pessoas no Brasil. Uma delas refere-se ao enorme represamento de realização de cirurgias eletivas em todo o país. Outra preocupação manifestada na quinta-feira (16), pela Associação Nacional de Hospitais Privados ( Anhap ), refere-se à suspensão temporária de produção de medicamentos contra o câncer anunciado pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares ( Ipen ), órgão vinculado ao Ministério da Ciência; Tecnologia e Inovação ( MCTI ), de que a partir já do dia 20 de setembro deste ano; portanto, no próximo dia 20; vai suspender temporariamente a produção de remédios contra o câncer diante da impossibilidade orçamentárias para aquisições e contratações. O comunicado foi feito diretamente aos Ministérios da Saúde e também o de Economia. Especialistas alertam para o risco de um apagão no tratamento de câncer de cerca de 2.000.000 milhões de pacientes. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares importam radioisótopos da África do Sul; Rússia e da Holanda e adquire insumos no Brasil.
Santa Catarina possui um represamento de cerca de 100 mil cirurgias eletivas
O Estado de Santa Catarina possui cerca de 100 mil cirurgias eletivas. O alerta sobre a necessidade de imediata atenção por parte governamental estadual foi feito nesta semana pelo deputado estadual, o médico Vicente Caropreso (PSDB). Ele cobra alteração na política hospitalar catarinense e destacou da urgência necessidade da aprovação da nova política hospitalar em Santa Catarina que deve passar pela aprovação da Comissão Intergestores Bipartite ( CIB ). A medida é necessária, segundo Caropreso para que o governo de Santa Catarina possa destinar recursos na ordem de R$ 600 milhões para a realização de mutirões de cirurgias eletivas pelos hospitais filantrópicos.