CRIME HEDIONDO O TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO
Inaceitável, repudiável, degradante o que se viu diante a mais recente descoberta de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Mais de 200 trabalhadores foram resgatados de um alojamento na cidade de Bento Gonçalves (RS). onde estavam sendo tratados, submetidos aos mais hediondos crimes desde à espancamentos, choques elétricos, trabalhos que iam das 04:00h até às 21 hs; alimentação precária e com salários atrasados.
O alojamento ficava localizado a cerca de 15 Km dos vinhedos em Bento Gonçalves (RS). Os trabalhadores ( a maioria do estado da Bahia ); atuavam junto a uma empresa terceirizada. e agora responde junto a Justiça. A maioria dos trabalhadores resgatados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pela Polícia Federal (PF), chegaram ao estado da Bahia no último dia 27. As três vinícolas que faziam uso da mão de obra análoga à escravidão também estão sendo responsabilizadas de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo as investigações, os trabalhadores estavam divididos em atuação em três vinícolas: Salton; Cooperativa Garibaldi e Aurora. Em nota à Imprensa, as empresas afirmaram que desconheciam as irregularidades e sempre atuaram dentro da lei.
EMPRESA JAPONESA QUE ATUA NO EQUADOR SENDO INVESTIGADA POR TRABALHO ESCRAVO
Executivos de uma empresa do Japão que atua no Equador na produção e colheita de bananas estão enfrentando uma ação legal no Equador por supostamente praticarem a escravidão moderna. A empresa chegou a ser condenada recentemente a compensar os trabalhadores e suas famílias pela geração de exploração de mão de obra semelhantes ao trabalho análogo à escravidão. A empresa japonesa Furukawa, Plantaciones CA, atua na comercialização e exportação de abacá - uma espécie de banana utilizada para fazer saquinhos de chá, papel e células além de cordas. Os empresários desta empresa que atua no Equador estão também sendo acusados de violações trabalhistas de crianças e adolescentes. Segundo informações, a empresa afirmou que \" desconhecia qualquer violação nas plantações \", explicando à Justiça equatoriana de que a empresa havia \" alugado terras \" para \" contratar \" trabalhadores e que era eles os responsáveis pelas condições de vida.
EM JOINVILLE (SC) , SINDICALISTA È AMEAÇADA DE MORTE POR DENÚNCIA
A Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville ), - Sinsej, Jane Becker, foi ameaçada de morte após identificar condições análogas à escravidão numa das obras da prefeitura de Joinville (SC). Ela registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. A sindicalista foi segundo informações, abordada pela manhã de quinta-feira ( 02 de março.2023), no interior do próprio veículo por um motoqueiro que perguntou se ela \" queria morrer \" e em seguida também frisou para ela \" parar de se meter onde não deve \". O SINSEJ está prestando todo apoio a presidente desta entidade. A Polícia investiga o caso. O Ministério do Trabalho também acompanha o caso. Os cerca de 30 trabalhadores atuavam numa obra de ampliação da sede do Centro de Bem Estar Animal de Joinville,SC, no bairro Vila Nova, cujo contrato desta obra foi no valor de R$ 1,3 milhão entre prefeitura e a empresa responsável por esta obra, a Celso Kudia Empreiteiro Eirelli. Haviam trabalhadores migrantes e imigrantes atuando nesta obra sob condições análogas à escravidão.
Foto: gazeta