PRIMEIRO JULGAMENTO DA \"MENSAGEIRO\": RECLUSÃO SOMADOS PASSA DE 250 ANOS

O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina (TJSC), realizou o primeiro julgamento sobre a Operação Mensageiro, cujas investigações do MPSC, equipes da GAECO e demais equipes que atuaram e continuam atuando na Operação Mensageiro; levaram para atrás das grades. vários agentes públicos e empresários envolvidos no esquema de organização criminosa; corrupção ativa e corrupção passiva, além de fraudes licitatórias, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. O TJSC determinou o tempo de reclusão à 10 réus que estavam sob esse primeiro julgamento da Operação Mensageiro, onde o total somados de tempo de reclusão atinge mais de 250 anos em regime fechado. Face a termos de assinatura de documento de colaboração premiada junto a Justiça do Estado de Santa Catarina, esse período de reclusão acabaram sofrendo uma redução de tempo de reclusão.

 

O ex-prefeito de Itapoá (SC), recebeu pena de reclusão de 59 anos, 11 meses e 15 dias , além de pagamento de multa e devolução aos cofres públicos de R$ 1,6 milhão. Diante da colaboração premiada à Justiça de SC; o ex-prefeito de Itapoá, teve pena reduzida para 18 anos de reclusão em regime fechado. O ex-prefeito de Itapoá (SC). Já, para o empresário e dono da Serrana Engenharia ( atualmente Versa Engenharia ), a Justiça determinou 30 anos de reclusão em regime inicial fechado, além de pagamento de multa, sendo que o período de reclusão foi reduzido para 20 anos, diante a delação premiada.

 

Outros sete réus que foram à julgamento pelo TJSC na manhã de quinta-feira (28), tiveram penas variadas de tempo de reclusão entre 28 anos e 1 ano de prisão em regime inicial fechado. Em praticamente todos os casos desta Operação Mensageiro que foi deflagrada no início de dezembro de 2022 e que atingiu quatro etapas iniciais de investigações, resultando por parte do TJSC, a expedição de dezenas de mandados de prisão preventiva, buscas e apreensões em dezenas de prefeituras municipais em Santa Catarina.

 

A Operação Mensageiro é a maior operação investigatória na história política- administrativa no Estado de Santa Catarina. São cerca de 150 prefeituras sob investigações - número semelhante ao da operação deflagrada na quinta-feira (28), em que estão sob investigações 146 municípios catarinenses suspeitos de fraudes licitatórias em que uma organização criminosa estaria atuando com ligação junto ao Congresso Nacional para deliberações e assinaturas de contratos licitatórios fraudados; cujas ações criminosas possam ter desviado dezenas de milhões dos cofres públicos, envolvendo ainda pagamentos de propinas milionárias. No caso da Operação Mensageiro, calcula-se em mais de meio bilhão os desvios financeiros dos cofres públicos. Somente em pagamentos de propinas, as investigações até agora apontaram em mais de R$ 100 milhões de reais. O TJSC iniciou o primeiro julgamento de dezenas de outros que estarão por vir nesta Operação Mensageiro, em Santa Catarina - um estado com cofres públicos sendo infelizmente dilapidado desde décadas por mafiosos, quadrilhas, organizações criminosas e que diante destes desvios financeiros bilionários acabam prejudicando a grande maioria da população catarinense. Setores como desde da Educação; Saúde; Infraestruturas; Habitação; Saneamento Básico e Meio Ambiente; Agricultura; Cultura; Esporte e Lazer; Turismo; geração de Emprego e Renda e Segurança Pública, além de melhores salários aos servidores públicos, acabam todos estes setores sendo muito prejudicados face aos desvios dos cofres públicos como apontam inúmeras das operações e investigações sendo realizadas em todo o estado de Santa Catarina.