Governo de SC e equívocos

A recente demissão do delegado Claudio Monteiro da Delegacia de Investigações Criminais- Deic de Santa Catarina por prática de irregularidade administrativa ao ter recebido diária no valor de R$ 1.400 reais para deslocamento em uma operação policial e naquele dia ter viajado para Miami (EUA); levanta outras séries de questionamentos diante o volume de outras irregularidades dentro do Governo do Estado.

Irregularidades estas nas mais diversas esferas administrativas; tais como as centenas de aposentadorias por invalidez irregulares que provocam um rombo de diversos milhões dos cofres públicos de Santa Catarina. Devios como ao até agora não justificados publicamente de mais de R$ 50 milhões de reais na Celesc- Centrais Elétricas de Santa Catarina. Desvios ocorridos no antigo Banco do Estado de Santa Catarina- Besc que até hoje sequer foram concluídos os processos investigatórios na Justiça (já em instância superior em Brasília,DF).

Desvios na Cohab de Santa Catarina. Desvios ocorridos na Secretaria de Estado da Saúde em que processos tramitam na Justiça sem nenhuma definição até agora; bem como; os mais de mil processos investigatórios que tramitam no Centro da Moralidade Administrativa do Ministério Público, e assim por diante.

Se o governo do estado de Santa Catarina almeja mesmo moralizar a administração pública evitando práticas de corrupção; irregularidades administrativas; desvios de conduta; etc; deve avançar de forma muito mais ágil e eficiente, além de tudo, mais transparente e não utilizar um caso como do recente episódio envolvendo um delegado como sendo um fato único de caso já constatado como o próprio Governador Raimundo Colombo (PSD).

O governador de SC admitiu à Imprensa a razão de tomar a decisão de exonerar do cargo o delegado Claudio Monteiro. O delegado reconheceu o equícovo, segundo ele, e devolveu o dinheiro da diária aos cofres públicos.

O Governo do Estado de Santa Catarina tem que agir de forma coerente e eficiente com àqueles servidores públicos que são contumaz na falta ao serviço. Com aqueles que faltam seguidamente ao serviço; e desta forma mostrar à população catarinense, especialmente; que há realmente interesse em moralizar o serviço público.

Área pública desgastada diante aos muitos escândalos por parte de vários políticos corruptos e também muitos servidores públicos corruptos, além de certos empresários corruptos que oferecem propinas para alcançar seus objetivos em cima do dinheiro público. Fatos que notadamente a Imprensa brasileira constantemente tem levado ao conhecimento público.