Casan em debate em SC

 

A Casan-empresa estatal responsável pelo abastecimento da água à grande maioria da população do estado de Santa Catarina pode estar com seus dias contados, ou seja, o rismo eminente daprivatização começa como interesse do Governo do Estado sob o comando de Raimundo Colombo (ex-DEM e agora PSD), enviar projeto à Assembléia Legislativa de SC visando a venda de 49% das ações da Casan.
Na última terça-feira, ocorreu uma audiência pública na Assembléia Legislativa para debater amplamente o assunto. Bancadas de oposição ao Governo demonstram contrariedadeao projeto e pedem mais tempo para discutí-lo.
 
A Casan vive há muitos anos uma profunda crise. Sindicalista criticam as gestões administrativas pela ligação restritamente política que influência de maneira muito forte e considerada prejudicial à Casan. Exemplo semelhante ocorre em outras estatais como da Celesc, por exemplo.
A Casan possui atualmente um patrimônio líquido de R$ 1 bilhão e 31 milhões. Perdeu muitas concessões nestes últimos dez anos devido á municipalização de serviços desta estatal. Cidades como Joinville; Lages; Itajaí; Itapema e Tubarão são exemplos desta municipalização. Chapecó está também caminhando para esta municipalização.
 
Grande interesse pela privatização da Casan
 
Setores privatistas neoliberais são os maiores interessados pelo ucro exponencial da Casan, por ser sustentável, rentável e que não precisa de mais investimentos devido ao seu crescimento social a à alta especulação nestes últmos dez anos em torno da água- que é considerada uma fortuna, uma mina de riquezas neste século. O desmanche da Casan interessa setores privados.
Afinal, gerar e realizar a manutenção de um patrimônio como da água é operar uma fortuna.Outra evidência que vem preocupando é quanto à venda já estar direcionada para compradores selecionados. A escolha de membros do Conselho Administrativo e da Diretoria por parte do Governo do Estado pode também influenciar no interesse desta venda de ações e abrir caminho forte para a privatização da Casan.
Com o projeto de privatização da Casan, que era inicialmente de 35% e passou para 49%, deixa ainda o controle da empresa ao Governo do Estado.  Na análise do projeto de lei, (mensagem 149, artigo segundo ), indica: A licitação, na modalidade leilão, será precidida de pré-qualificação dos licitantes interessados, podendo ser realizada em Bolsa de Valores e presidida pela Secretaria de Estado da Fazenda, com assessoramento da SC Participações e Parcerias S/A- SCPar, por meio de Comissão Especial de Licitação.
Portanto,  restando apenas os 51%da Casan ao Governo, ou seja, como patrimônio público e o restante sob o comando privado como vem ocorrendo em várias estatais pelo País. É um esquema que visa fragilizar ainda mais o papel do Estado que aos poucos vai perdendo espaço e poder voltado ao povo para direcionar o papel gerencial nas áreas essernciais como da Educação, Saúde, Segurança Pública e agora com a água e como ocorre também com a energia elétrica e telefonia.
Para quem observar exemplos onde foram privatizados estes sistemas, vê que quem paga mais e sofre mais é a grande maioria do povo que fica a mercê dos interesses centralizadores na sociedade liberal e com isto aumentando aida mais o risco de pobreza.
Tanto é quea grande maioria das famílias brasileira vivem endividadas, segundo recentes pesquisas. Só em Santa Catarina atinge mais de 70% das famílias endividadas. É a influência dos sócios do poder. Poucos comandam grandes fortunas e riquezas de um país e o povo  acaba pagando esta conta e cara por sinal. Basta ver os aumentos de tarifas, impostos, etc. è para refletir toda esta realidade.
Tem mais: é preciso queo Ministério Público, a Polícia Federal e TCE, além do TCU invetiguem como foram feitos os projetos de saneamento básico em Lages; Joinville e em Florianópolis durante a gestão do Governo Paulo Afonso Vieira (PMDB), onde na época o atual Governador Raimundo Colombo (PSD) era o presidente da Casan por um determinado período daquele governo.
Há suspeitas de muitas irregularidades. A empresa bahiana OAS que pertence à família do ex-Governador Antônio Carlos Magalhães-ACM era uma das principais  empresas ligadas aos projetos em Santa Catarina.