Máfia das licenças ambientais em SC

Uma ação da Polícia Federal e do Ministério Público do Estado de Santa Catarina, provocou na manhã de última terça-feira, a prisão do presidente da Fundação Municipal de Meio Ambiente de Jonville (SC),  Marcos Schoene e de seu filho  Rodrigo Schoene, devido  suspeitas de participação em fraudes de licenciamentos ambientais. Rodrigo é representante legal da empresa de Consultoria Ambiental Quasa, que tem ainda as irmãs Bárbara Schoene e Monica Schoene Kaimen, as quais constam como donas da empresa de Consultoria Quasa.

Foram solicitados quatro pedidos de prisão sendo dois deles autorizados e que resultara na prisão de Rodrigo e Marcos Schoene. As investigações começaram em 2010.

Já o ex-Governador e ex-Senador Leonel A. Pavan (PSDB), teve que prestar depoimentos na sede da Polícia Federal no início desta semana em Florianópolis (SC). Pavan (SC), responde por três crimes no inquérito que apurou suspeitas de fraudes em licenciamentos ambientais; (pelo menos 80 deles);  formação de quadrilha ou bando para cometer crimes; tráfico de influência e prevaricação; corrupção passiva; extravio de documentos e condescendencia criminosa e lavagem de dinheiro.  Esta é a segunda vez que Leonel Pavan  é alvo de operação da Polícia Federal e Ministério Público.

Vários políticos em Santa Catarina de barbas de molho. Medo de prisão batendo na porta de muitos agentes corruptos que atuam no serviço público catarinense

São mais de mil processos investigatórios tramitando no Ministério Público Estadual e Federal do Estado de Santa Catarina- a maioria por suspeitas de muitas irregularidades administrativas; corrupção e desvios de recursos públicos.

O trabalho é tão ostensivo e ao mesmo tempo quase cansativo devido à análise de muitos documentos que podem consolidar em provas destes atos criminosos.  Os detalhes do indiciamento do ex-Governador do Estado Leonel Pavan (PSDB), o qual integrava a chamada tríplice aliança do Governo Luiz Henrique da Silveira, (PMDB) com mais o DEM no Governo do Estado de Santa Catarina, ainda são  mantidos em sigilo para não prejudicar as investigações da Polícia e do Ministério Público.

Pagamento de propinas; prejuízos ambientais são algumas das ações praticadas pela quadrilha, segundo informações prestadas pela Polícia Federal. Há suspeitas de construções em áreas de preservação ambiental, mas que obtiveram licenciamentos na Fatma - Fundação Catarinense de Meio Ambiente. Pavan administrou Santa Catarina no período de  25 de março de 2010 a 1º de janeiro de 2011.