Senado dos EUA barra plano de Obama para criação de empregos

O Senado dos Estados Unidos barrou, em votação nesta terça-feira (11), o plano de US$ 447 bilhões apresentado pelo presidenteBarack Obama para criar empregos no país.

O plano, que inclui cortes de impostos para pequenas empresas e trabalhadores e previa incentivos à construção civil, recebeu pelo menos 48 votos contrários, o suficiente para \"arquivar\" a proposta.

Ao apresentar a proposta, em setembro, Obama insistiu que o \"jogo político\" não  deve impedir a aprovação do projeto de lei. \"A próxima eleição será em 14 meses. O povo não pode esperar 14 meses para que o Congresso aja. Não são jogos que estamos jogando aqui. As pessoas estão sem emprego\", afirmou.

\"Temos um mundo de incertezas na economia. Algumas coisas podem estar além do nosso controle, mas isso é algo que podemos controlar. Se aprovamos ou não essa lei, isso está em nossas mãos. É um pouco de incerteza que podemos evitar\".

Veja os 4 pontos da proposta anunciada por Obama Custo estimado
Corte de impostos sobre as folhas de pagamento das empresas que contratarem US$ 70 bilhões
Criação de empregos recontratando professores, veteranos de guerra, reformando escolas e infraestrutura de transporte US$ 140 bilhões
Auxílio aos desempregados, com extensão do seguro desemprego e recursos para os desempregados em longo prazo US$ 62 bilhões
Redução de 50% nos impostos cobrados dos trabalhadores em folha em 2012 US$ 175 bilhões
Total US$ 447 bilhões

Plano para empregos
No início de setembro, Obama  apresentou ao Congresso um plano de US$ 447 bilhões para criação de empregos, que prevê a redução de impostos para as pequenas empresas que contratarem.

Em pronunciamento, Obama disse que o país vive uma “crise nacional” com uma economia estagnada, e insistiu que os parlamentares devem agir rapidamente para colocar em prática seu plano para a criação de empregos. O projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado do país para entrar em vigor.

O programa para a criação de empregos, de acordo com ele, deve reduzir impostos para trabalhadores e empresas e criar vagas para trabalhadores da construção civil e professores. “Ele [o programa] vai dar um impulso à economia, que estagnou, e dar às empresas confiança de que, se investirem e contratarem, haverá consumidores para seus produtos e serviços”, afirmou.

Parte do programa prevê a retomada do setor da construção civil, com a reforma do sistema de transporte do país, e reforma de escolas. \"Há empresas privadas de construção esperando para voltar ao trabalho. Há pontes esperando para ser reformadas, há escolas pelo país que precisam desesperadamente de renovação\", afirmou. De acordo com ele, o programa vai reformar e modernizar pelo menos 35 mil escolas no país, a um custo de US$ 30 bilhões, enquanto a infraestrutura de transportes devem consumir outros US$ 50 bilhões.