Lages (SC), sofre rombo na Prefeitura
Há quase um ano arrastando-se na Câmara do Município de Lages (Serra Catarinense), a Comissão Parlamentar de Inquérito _ CPI que apura desvios de mais de meio milhão de reais dos cofres públicos, teve na noite de última terça-feira, dia 25, adiada novamente sua conclusão.
O relatório final desta CPI seria lido em sessão daquela terça-feira, mas os vereadores Elói Bassin e Antônio Leandro Môro, ambos do Partido Progessista,PP, - a mesma sigla do atual prefeito Renato de Oliveira (Renatinho), fizeram um pedido de vistas ao relatório e foi concedido prazo de mais 72 horas para novamente voltar à ser lido este relatório conlusivo que apura as irregularidades na Prefeitura de Lages,SC. O relatório final será encaminhado ao Ministério Público para prosseguir o processo de apuração e medidas que o caso requer.
O rombo na prefeitura de Lages originou-se devido às alterações de valores de salários de alguns servidores que se beneficiaram no decorrer dos anos de 2009 e 2010. Há suspeitas de que o valor desviado ultrapasse a casa de R$ 1 milhão.
Após ouvir vários depoimentos de pessoas que estão sendo investigadas por práticas criminosas administrativas dentro da administração municipal da Prefeitura de Lages, a CPI, assim que fizer a leitura pública do relatório que aponta uma série de irregularidades diante o escândalo que proporcionou, inclusive, a demissão do servidor comissionado André Rau Avila, poderá levar outras pessoas que atuam na prefeitura também à responder processos na Justiça.
O Banco Itaú através de sua agência em Lages apresentou documentos à CPI, a qual havia realizado solicitação de movimentações financeiras neste banco que realiza o pagamento de salários de servidores da Prefeitura de Lages.
Os secretários municipais de Finanças Walter Manf´rói e do de Administração Antônio César Arruda, tiveram que prestar também esclarecimentos sobre o caso junto a Comissão Parlamentar de Inquérito-CPI.