Brasileiro fica com a prata no boxe, mas diz ser o \'verdadeiro campeão\'
Era a terceira vez que o boxeador Robson Conceição encarava o cubano Yasnier Toledo. Depois de duas derrotas, a final da categoria leve (até 60 kg) dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara seria uma ótima oportunidade do brasileiro dar o troco no rival. Ainda não foi desta vez. O baiano foi derrotado por 16 a 11 e se despediu da competição com a prata.
– Eu fui o verdadeiro campeão. Os árbitros olham os países e não os atletas que estão ali em cima. O Brasil está crescendo agora no boxe, mas os caras não estão vendo isso – criticou Robson.
O técnico brasileiro, João Carlos Soares, compartilha a opinião do pugilista.
– Não tenho nada a falar. Ao meu ver, o cubano não ganhou. Ele não deu golpes claros. Quando perco uma luta, eu falo: “Perdi”. Mas, quando não é assim... – disse o técnico.
O duelo começou equilibrado, mas o cubano saiu na frente na pontuação do primeiro round: 5 a 3. Em seguida, o baiano entrou no ringue impondo um ritmo mais acelerado nos ataques. Toledo, no entanto, conseguiu ser mais certeiro em seus golpes e venceu mais um round: 7 a 4. Na etapa decisiva, Robson foi para o tudo ou nada. Mas já não dava mais para tirar a diferença. O terceiro assalto terminou empatado por 4 a 4, e o caribenho saiu vitorioso do combate: 16 a 11.
Na semifinal, o baiano havia masscrado o porto-riquenho Angel Suárez e, com uma vitória por 27 a 8, garantido a vaga na decisão.
– Fiz quatro lutas ótimas, me superei bastante. Pena que nessa última luta não deu. Mas eu estou muito feliz, muito contente com o meu trabalho. É o meu primeiro Pan-Americano e já conquistei a medalha de prata. Está ótimo. Se fosse a de ouro, melhor ainda – destacou o brasileiro.