Construção de quarta ponte Ilha-Continente em Florianópolis depende de liberação da SPU

O governo do Estado poderá enfrentar dificuldades na liberação da área para construção da quarta ponte, projeto apresentado em imagem nesta quinta-feira. Segundo Isolde Espíndola, superintendente estadual da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) em Florianópolis, o órgão vai se esforçar para atender às demandas, mas considera que o impacto da obra será muito grande e projeta embates ambientais.

Para a superintendente, a escolha do governo do Estado de fazer a obra na forma de parceria público-privada (PPP) torna a situação mais complexa. Um terço da aterro deve ser a moeda de troca para a vencedora da licitação fazer a obra. Em um primeiro momento, Isolde Espíndola alertou sobre as dificuldades.

— Se o governo tivesse optado por ele mesmo fazer a obra, quem saber por meio de financiamentos, seria mais fácil determinados procedimentos, por se tratar de \'orgão para órgão\'. Via iniciativa privada, existem critérios diferenciados — explica.

Até agora, o governo do Estado não encaminhou ainda nenhum projeto para a SPU. 

— Não temos informação sobre o aumento da área do aterro. Quando nos encontramos, falamos numa área de cerca de 1,7 milhão de metros quadrados. É preciso aguardar para fazer uma análise mais detalhada — diz.

Além da SPU, a Marinha também precisará dar parecer sobre a quarta ponte. Uma das preocupações é com relação à segurança do tráfego. Alguns dos itens que precisam ser observados são a altura — para não dificultar a passagem das embarcações —, distâncias entre os pilares de sustentação e a capacidade de absorção de impacto no local.